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Tuberculose resistente atinge 300 mil, diz OMS | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O tipo de tuberculose resistente a drogas (MDR-TB, na sigla em inglês) infecta 300 mil pessoas em todo o mundo, de acordo com relatório divulgado nesta terça-feira pela OMS (Organização Mundial da Saúde). A pesquisa foi a maior já realizada sobre esse tipo de tuberculose e coletou dados de 64.184 pacientes em 63 países. A organização diz que um aumento de verbas para programas de combate à tuberculose em áreas afetadas é a única maneira de lidar com o problema. O relatório diz que a resistência ao tratamento da tuberculose com as drogas normalmente utilizadas aumentou em dez vezes em países que integram a antiga União Soviética, como Rússia, Cazaquistão, Uzbequistão, Estônia, Lituânia e Letônia. Outras áreas que registraram um aumento foram Israel, África do Sul e regiões da China. Na América Latina, o relatório cita o Equador como um caso problemático. Menores índices A Europa Central e a África apresentaram os menores índices de resistência às drogas. Nas Américas, o índice também é baixo. O relatório elogia a forte rede de laboratórios e a boa prevenção efetuada nos países mais afetados. Apesar de ter apresentado um leve aumento de incidência, o Uruguai permanece como o país com menor incidência da doença. Cuba e Argentina apresentaram uma diminuição em quase todas as resistências, tanto em casos novos quanto nos que já haviam sido tratados previamente. Brasil, México, Colômbia, Peru, Panamá e República Dominicana vão dar início à suas pesquisas em breve. No Brasil, o estudo nacional vai ser realizado Estado a Estado, separando casos novos e previamente tratados, além de incorporar a vigilância do HIV em pacientes de tuberculose. Alternativa Paul Nunn, da OMS, diz que o problema em regiões que não foram incluídas na pesquisa pode ser maior, e que a doença, quando não tratada, "pode ser uma sentença de morte". O chefe do departamento da OMS que cuida do combate à tuberculose, Mário Raviglione, disse afirma que "a resposta (à doença) tem que ser global". A resistência múltipla à drogas geralmente ocorre devido à má administração dos remédios. Atualmente, cerca de 80% dos casos de MDR-TB são resistentes a três dos quatro medicamentos utilizados. Uma maneira de enfrentar o problema seria o programa DOTS plus, que utiliza drogas menos potentes, é cem vezes mais caro e causa mais efeitos colaterais, mas é extremamente eficiente. No Peru, por exemplo, o índice de sucesso onde o DOTS plus foi aplicado chegou a 82%. Existem, no entanto, apenas 15 programas DOTS plus em operação em todo o mundo, e os planos para a criação de mais 20, atingiriam apenas 7% dos infectados. |
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