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Atualizado às: 10 de fevereiro, 2004 - 10h19 GMT (08h19 Brasília)
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Células-tronco podem ser usadas em implantes
Prótese de silicone
Implante de silicone já apresentou algumas desvantagens
Médicos da Universidade de Tóquio anunciaram ter encontrado uma maneira de combinar células-tronco com partículas de gordura para fazer uma prótese de seios natural.

Essas células são encontradas na medula óssea e em outras partes do organismo humano e são responsáveis pela produção de vários outros tipos de células.

O método poderia ser uma alternativa aos implantes de silicone, largamente utilizados atualmente.

A tentativa de usar gordura da própria paciente para aumentar o tamanho dos seios falharam porque alguns tecidos morrem, formando nódulos.

Mas os cientistas japoneses dizem, em artigo publicado no site da revista Nature, que a adição de células-tronco poderia provocar o surgimento de novos vasos sanguíneos, que alimentariam os tecidos.

Da barriga pra cima

O uso de reservas de gordura do corpo humano é normalmente aplicado em cirurgias de preenchimento de rugas ou cobertura de cicatrizes.

Mas para implante de seios, seria necessária uma grande quantidade de gordura, o que tem sido o problema para o desenvolvimento da técnica.

A equipe de médicos japonesa acredita ter encontrado uma maneira de superar essas complicações.

Durante a cirurgia, as células de gordura são aspiradas da barriga ou das coxas. Em seguida, essa mistura é enriquecida com células-tronco e injetada na área dos seios.

Essas células-tronco são capazes de produzir novas células de gordura.

O uso do tecido gorduroso da própria paciente traz grandes vantagens, pois oferece menos chances de ser rejeitado pelo sistema imunológico.

Além disso, implantes artificiais precisam ser removidos de tempos em tempos, o que não ocorreria com o molde natural.

Os cientistas japoneses afirmam já ter realizado uma cirurgia-teste no mês passado, e esperam realizar outras em breve.

O cirurgião plástico americano Adam Katz, da Universidade da Virgínia, disse à revista Nature que existem grandes chances de o método desenvolvido no Japão dê certo.

Ele sugere, no entanto, que sejam realizados mais testes com animais antes de se passar a humanos.

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