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EUA vão voltar a permitir implantes de silicone
Silicone
O silicone é usado em 60 países inclusive o Brasil

Os Estados Unidos voltarão a permitir o implante de silicone nos seios, proibido no país desde 1992 por suspeitas de que poderia trazer danos à saúde como câncer decorrente de vazamentos do produto.

Mas especialistas aconselhando a FDA (agência que controla os alimentos e medicamentos vendidos nos Estados Unidos) recomendaram a volta dos implantes de silicone, desde que as cirurgias sejam realizadas sob controle rígido.

O painel de especialistas pediu, no entanto, que as mulheres operadas sejam examinadas anualmente durante dez anos.

Os riscos devem ainda ser explicados em detalhe às mulheres considerando os implantes e os cirurgiões plásticos devem receber um treinamento especial para realizar este tipo de cirurgia, avaliou o painel.

Aumento dos seios

Desde que os implantes de silicone foram proibidos, a maior parte das cirurgias de aumento de seios realizadas nos Estados Unidos usavam uma solução salina. Mas essas substâncias também apresentavam vazamento em vários casos.

Os fabricantes de produtos à base de silicone argumentam que eles não oferecem mais riscos à saúde do que os que usam a substância salina.

A decisão de introduzir novamente o silicone foi criticada por centenas de mulheres que alegam terem tido problemas com o produto. Mas o painel também ouviu mulheres que garantem ter se beneficiado do implante, incluindo algumas que tiveram o seio reconstruído após um câncer.

O gel de silicone usado nos implantes seriam uma substância neutra que não reagiria ao tecido - mesmo que o implante se rompa.

Mas muitas mulheres relataram dor, inchaço e até fadiga extrema, culpando vazamentos em seus implantes como a causa dos males.

Pesquisas sugerem que 60% dos implantes de silicone vazariam até uma década depois de terem sido implantados.

Lynda Roth, diretora da Coalisão de Sobreviventes do Silicone, disse que a volta dos implantes é um "dia negro" para as mulheres americanas", cujo governo não é capaz de protegê-las de produtos perigosos".

James Wells, presidente da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos, no entanto, afirmou que, apesar de não ser perfeito, o silicone é capaz de melhorar a qualidade de vida de muitos pacientes.

Segundo os fabricantes do produto, ele permaneceu permitido em mais de 60 países durante o período em que foi proibido nos Estados Unidos.

Christine Williamson, organizadora de um centro que oferece ajuda para mulheres que receberam silicone na Grã-Bretanha, alertou que, enquanto os vazamentos da substância salina são percepctíveis logo, os de silicone não.

Segundo ela, o gel de silicone se mistura rapidamente ao tecido da mama, o que pode trazer problemas.

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