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Embrião de proveta 'tem desvio de comportamento'
Um estudo divulgado em uma publicação científica americana indica que camundongos nascidos de embriões cultivados em laboratório têm um comportamento diferente daqueles gerados por vias normais. Os camundongos, segundo a pesquisa divulgada na publicação Proceedings of the National Academy of Sciences, mostraram sinais de maior ansiedade e se saíram pior em testes de memória. Os pesquisadores da Universidade Penn State, dos Estados Unidos, acreditam que o ambiente em que o embrião é mantido em laboratório pode ser um fator que colabora para que surjam as mudanças de comportamento. Os cientistas também disseram que ainda é muito cedo para dizer se o que aconteceu com os camundongos estudados ocorre também com os bebês de proveta. Otimização Entretanto, eles dizem que seria recomendável não adiar a implantação do embrião no útero da mãe, a fim de minimizar os possíveis efeitos do líquido de cultura sobre o novo ser que está se formando. No sistema usado atualmente para criar bebês de proveta, os embriões humanos são mantidos um pouco além do tempo considerado ideal em um "coquetel de laboratório", a fim de que os médicos possam escolher o melhor candidato possível para ser implantado. O coquetel oferece todos os nutrientes de que o embrião precisa para sobreviver e se desenvolver, mas não é uma cópia exata do líquido encontrado no sistema reprodutor humano. Os cientistas há muito suspeitam que o ambiente em que os embriões são mantidos, mesmo nos primeiros dias após a concepção, pode afetar o embrião em seu desenvolvimento. Uma suspeita particularmente preocupante é que certos genes deixem de se "expressar", como um reflexo das condições inadequadas do líquido artificial de cultura do embrião em laboratório. "Os resultados destacam a necessidade de ampliar as pesquisas sobre a otimização das condições de cultura para os embriões humanos", disse o líder da pesquisa, Richard Schultz. |
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