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Justiça britânica impede gravidez com embriões congelados
A Alta Corte de Justiça da Grã-Bretanha negou nesta quarta-feira o pedido de duas mulheres que queriam implantar embriões congelados que haviam sido fecundados com espermatozóides de ex-parceiros. O juiz alegou que os parceiros teriam que autorizar a implantação dos óvulos. Natallie Evans e Lorraine Hadley tentavam contestar a lei, alegando que os embriões congelados representavam a única alternativa para que tivessem filhos. As duas mulheres, que ficaram estéreis por problemas de saúde, haviam congelado os embriões antes da doença. O argumento utilizado pelas duas foi o de que, se fossem proibidas de usar os embriões, teriam restringidos seus direitos humanos. Parceiros O juiz declarou que se sentia sensibilizado pelo problema, mas que mudar uma lei como essa é algo que tem que ser feito pelo Parlamento e não pela Alta Corte. Evans, de 30 anos, congelou seis embriões depois de iniciar um tratamento para câncer no ovário, que a deixou infértil. Para criar o embrião, um óvulo dela foi utilizado junto com um espermatozóide de seu ex-namorado Howard Johnston. Entretanto, o casal se separou mais tarde, e Johnston queria que os embriões fossem destruídos. Evans diz que, se suspeitasse que o parceiro iria mudar de idéia, teria buscado outro tipo de tratamento. Separação Hadley, de 37 anos, viveu situação parecida com seu ex-marido. Ela tem uma filha de 17 anos de outro casamento e se tornou infértil por causa de problemas médicos. A inglesa tem dois embriões congelados do tempo em que era casada com Wayne. O ex-marido, no entanto, diz agora que não quer que uma criança nasça tanto tempo depois da separação do casal. Interesses conflitantes A lei britânica de fertilização humana e embriologia, de 1990, diz que embriões não podem ser implantados em uma mulher a não ser que os dois parceiros envolvidos na criação da criança autorizem o procedimento. Os advogados de Evans e Hadley argumentaram, no entanto, que a lei quebra direitos humanos das mulheres com base em leis européias. Eles dizem que Lorraine e Natallie estão sendo discriminadas porque agora estão inférteis. As duas mulheres afirmam que, uma vez que os embriões foram criados e armazenados, é tarde demais para voltar atrás. "O caso levanta uma importante questão legal, moral e ética sobre os direitos de um embrião, seu status e posição na lei e interesses conflitantes de mulheres desesperadas para ser mães e homens que não querem ser pais", disse o advogado Muiris Lyons, antes do julgamento. |
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