|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Falha nas conexões cerebrais pode ser causa de Alzheimer
Cientistas americanos descobriram que a queda dos níveis de uma substância encontrada na camada protetora de células nervosas, que ocorre frequentemente em pessoas na meia idade, pode explicar alguns casos do mal de Alzheimer. Segundo um estudo desenvolvido na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e publicado na revista especializada Neurobiology of Aging, a queda nos níveis dessa substância, chamada mielina, é também a causa da esclerose múltipla. A perda de mielina é um processo normal decorrente do envelhecimento, mas os cientistas afirmam que ele pode ser adiado. O professor George Bartzokis, coordenador da pesquisa, comparou o cérebro humano com uma conexão de internet de alta velocidade. Segundo ele, "a qualidade da conexão da internet é a chave de sua velocidade, fidelidade e capacidade, em geral". "Uma análise mais próxima do tecido do cérebro mostra claramente que as conexões cerebrais se desenvolvem até a meia idade e depois começam a decair, quando a queda da produção de mielina produz um efeito dominó destrutivo. A fase de aueg das atividades cerebrais é bastante curta", diz ele. "O desafio para a ciência é descobrir um modo de estender a fase de auge do cérebro para que nossas mentes funcionem por tanto tempo quanto nossos corpos." A mielina, uma substância rica em colesterol, age acelerando as conexões entre as células nervosas. Conforme uma pessoa cresce e seu cérebro se desenvolve, a substância é produzida em quantidades cada vez maiores. Mas ela também aumenta os níveis de colesterol no cérebro, podendo estimular a produção de uma proteína tóxica que ataca a mielina. Isso atrapalha a transmissão de sinais no cérebro e pode terminar por desenvolver placas de proteínas que são um claro sintoma do mal de Alzheimer. Ciclo da vida O trabalho da equipe da UCLA sugere que essas complexas conexões cerebrais, que levam mais tempo para se desenvolver e permitem a melhor performance do cérebro são as primeiras a se deteriorar quando o nível de mielina cai. "O corpo é programado para produzir a mielina durante o ciclo natural da vida", disse George Bartzokis, coordenador da pesquisa. "O que acontece é que, com os avanços da medicina, a expectativa de vida aumentou para além da capacidade natural do cérebro de funcionar de maneira saudável e eficiente." "O processo do desenvolvimento do cérebro adulto chegou a um ponto que a evolução não poderia antecipar", afirmou o pesquisador. Segundo ele, é possível limitar a queda da mielina na meia idade com o uso de medicamentos anticolesterol e antiinflamatórios, ou ainda com uma dieta balanceada e exercícios físicos. Além disso, atividades íntelectuais também pode ajudar a estimular a produção da mielina. Mesmo assim, o médico alerta para o fato de quando os sintomas do mal de Azheimer estão evidentes, pode ser tarde para reverter o processo. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||