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Atualizado às: 26 de novembro, 2003 - 00h29 GMT (22h29 Brasília)
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'Exame pode detectar chance de se ter Alzheimer'
Casos de Alzheimer estão aumentando com o envelhecimento da população
O mal de Alzheimer causa a degeneração do cérebro

O escaneamento de um cérebro ainda saudável pode indicar se a pessoa tem chances de desenvolver o mal de Alzheimer, de acordo com um estudo feito pelo Centro Médico da Universidade de Nova York.

Segundo os pesquisadores, o exame permite prever com 90% de precisão se uma pessoa tem tendência a sofrer da doença que causa a degeneração do cérebro e perda de funções como a memória.

Com a ajuda do scanner, os cientistas medem o módulo temporal médio, a região do cérebro na qual aparecem os primeiros sinais da doença. Nos pacientes de Alzheimer, esta região é atrofiada.

Ao repetir os escaneamentos com intervalos regulares, os pesquisadores observaram que o volume do módulo temporal médio diminuiu 0,7% por ano.

Ética

Embora não haja tratamentos que curem a doença – apenas formas de retardá-la – os médicos da Universidade de Nova York acreditam que um diagnóstico precoce dê mais chances de recuperação ao paciente.

“É apenas a primeira demonstração de que um diagnóstico extremamente precoce é possível, e essa técnica ainda precisa ser mais trabalhada antes de estar pronta para o uso clínico”, afirmou Henry Rusinek, responsável pelo estudo, que foi publicado no jornal científico Radiology.

Exatamente porque há pouco a fazer por um paciente de Alzheimer, a ética médica não recomenda a realização de testes em pessoas saudáveis.

No entanto, o professor John Hodges, do Centro de Pesquisas Médicas em Ciências de Cognição e do Cérebro, da Universidade de Cambridge, diz que acha possível que, em breve, esses exames sejem feitos em pessoas que correm maior risco de desenvolver a doença.

“Nós poderíamos talvez oferecer (o exame) a pesssoas com um forte histórico de Alzheimer na família, desde que consigamos fazer algo para ajudar àqueles que forem diagnosticados.”

Hodges está trabalhando com testes de memória a fim de identificar mudanças nas partes do cérebro afetadas pela doença.

Para a diretora-executiva da Fundação de Pesquisas de Alzheimer, Rebecca Wood, quanto mais se sabe sobre o mal de Alzheimer, mais importantes se tornam os testes que podem detectá-lo mais cedo.

“Nós esperamos que um dia existirá uma vacina que poderá ser dada às pessoas que estão no estágio inicial da doença. Se isso acontecer, é vital que tenhamos uma forma de identificar essas pessoas tão logo possível.”

Com o envelhecimento da população, os casos de Alzheimer estão aumentado, com a doença sendo considerada a principal forma de demência nos Estados Unidos.

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