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Antibióticos podem retardar Alzheimer
Uma combinação de dois antibióticos comuns pode ajudar a retardar o aparecimento dos sintomas do Mal de Alzheimer. Uma pesquisa da Universidade McMaster, do Canadá, mostrou que pacientes tratados com doxiciclina e rifampina sofreram degeneração do cérebro mais lenta do que os tratados com placebo. Os especialistas alertam que um estudo com apenas 101 pacientes não é suficiente para chegar a nenhuma conclusão, e os pesquisadores canadenses disseram que são necessárias mais pesquisas para confirmar o resultado. Mas eles afirmam que a conclusão desta pesquisa sugere que o tratamento com antibióticos produz resultados comparáveis aos tratamentos que existem atualmente - e que têm efeito apenas sobre metade dos pacientes. O líder da pesquisa, Mark Loeb, disse que "o regime de antibióticos pode permitir a um paciente de Mal de Alzheimer que permaneça em casa por mais tempo, evitando ir para um asilo ou outra instituição, ao menos por um período". Infecção Já existe a teoria de que uma bactéria comum, causadora da pneumonia, pode ter uma função no Mal de ALzheimer. Mas o tratamento com antibióticos não levou a uma redução significativa dos níveis desta bactéria nos pacientes, como poderia ser esperado. Loeb acredita que os antibióticos podem atuar interferindo na formação de placas em torno das células do cérebro, a marca do Alzheimer. Ele disse ainda que os efeitos anti-inflamatórios dos antibióticos são fundamentais. A pesquisa msotrou que, em uma escala de 70, os pacientes tratados com placebo tiveram degeneração 2.75 maior em seis meses, do que os tratados com os antibióticos. Aos 12 meses, ainda havia diferenças entre os grupos, mas elas não foram consideradas significativas. Resposta do sistema imunológico David Wilkinson, de um centro de pesquisas de Alzheimer na Grã-Bretanha, disse que é preciso realizar novos estudos antes de se chegar a uma conclusão. Mas ele disse à BBC que "há um claro entendimento entre os médicos desta área que infecções como a gripe podem piorar os sintomas do Mal de Alzheimer e provocar confusão mental em alguns pacientes idosos, que não apresentem sinais óbvios da doença". "Uma das teorias é que as mudanças no cérebro de um paciente de Alzheimer fazem com que o sistema imunológico do cérebro seja extremamente sensível aos químicos produzidos pelo organismo quando lida com novas infecções, exagerando nas reações e causando ainda mais danos." "Diminuir o uso deste sistema imunológico com o uso de anti-inflamatórios ou, neste caso, com o tratamento profilático no início de uma infecção, pode ser uma das formas de diminuir os efeitos da doença, retardando a degeneração." Mas Wilkinson advertiu que o uso exagerado de antibióticos é preocupante, já que as bactérias têm se tornado cada vez mais resistentes aos remédios hoje disponíveis. Ele disse que se a teoria for provada correta, seria melhor encontrar formas alternativas para diminuir a resposta do sistema imunológico do cérebro às infecções. |
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