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Rússia diz que está disposta a discutir Protocolo de Kyoto
A Rússia afirmou nesta quarta-feira que ainda não decidiu se vai ou não ratificar o Protocolo de Kyoto, criado para atenuar o aquecimento global. O vice-ministro da Economia da Rússia, Mukhamed Tsikhanov, disse que o país está caminhando para um acordo. As declarações de Tsikhanov contrariam o que disse anteriormente Andrei Illarionov, assessor do presidente Vladimir Putin. "O Protocolo de Kyoto coloca restrições significativas ao crescimento econômico da Rússia", disse Illarionov na terça-feira, durante a conferência dos países membros da Convenção de Mudanças Climáticas das Nações Unidas, na cidade italiana de Milão. "Eu não posso comentar o que Illarionov disse, mas nós não temos nenhuma informação no governo sobre a tomada de uma decisão", afirmou Tsikhanov. Efeito estufa Como os Estados Unidos rejeitaram o histórico pacto ambiental, o Protocolo de Kyoto teria que ser renegociado sem a Rússia, que também está entre os países que mais poluem. A Rússia é responsável por 17% das emissões globais de gases do efeito estufa. O Protocolo de Kyoto exige que os países industrializados reduzam suas emissões de seis gases que, os cientistas acreditam, estão acelerando a mudança natural no clima do planeta. Os países signatários terão que reduzir suas emissões para 5,2% abaixo de seus níveis em 1990. O prazo para a redução vai de 2008 a 2012. Mas vários cientistas afirmam que será necessário implementar reduções de 60% a 70% até a metade do século 21 para evitar mudanças climáticas drásticas. O protocolo entraria em vigor com a ratificação de 55 países – inclusive países industrializados responsáveis por 55% das emissões de dióxido de carbono do mundo desenvolvido em 1990. |
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