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Seringas 'não são seguras' em países em desenvolvimento
Muitas seringas usadas nos países em desenvolvimento não são seguras, afirma um estudo publicado no British Medical Journal. Os pesquisadores da Organização Mundial da Saúde (OMS) concluíram que até 75% das injeções ministradas em países em desenvolvimento usaram seringas reutilizadas e equipamentos não-esterilizados, aumentando assim os riscos de propagação de infecções. A reutilização de seringas descartáveis é maior em países do Sudeste Asiático, no Oriente Médio e nos países do Pacífico Oeste. Acredita-se que o uso de seringas pouco seguras é a principal causa da propagação dos vírus que causam doenças graves como a hepatite B e C, o vírus HIV, abcessos, septicemia, malária e febres hemorrágicas. Descartáveis Os pesquisadores estão fazendo um apelo para que maiores esforços sejam feitos para divulgar a importância da higiene. Eles acrescentam que seringas descartáveis deveriam ser mais acessíveis à população. Os cientistas concluíram ainda que, no total, uma em cada três injeções aplicadas em países em desenvolvimento foram administradas usando seringas reaproveitadas e equipamento não-esterilizado. A pesquisa da OMC também descobriu que muitas injeções são rotinamente administradas, com um habitante de país em desenvolvimento recebendo uma média de 3,4 injeções por ano. Métodos alternativos Isso aconteceria em parte por conta da vontade das pessoas, segundo os pesquisadores, mas também mostra que os agentes de saúde estão mais interessados em oferecer remédios injetáveis do que usar outros métodos potencialmente mais seguros. Essa atitude teria origem na idéia equivocada de que os pacientes optam por injeções e que elas são melhores para administratar tratamentos médicos. O coordenador da pesquisa, Yvan Hutin, disse à BBC que "uma situação comum é que o paciente vai ao médico com uma febre ou uma dor no corpo e o profissional faz uma mistura de antibióticos e vitaminas e a aplica com uma injeção quando uma preparação oral ou mesmo nenhum tratamento seriam as melhores opções". Os pesquisadores acreditam que a administração de injeções é mais segura na África subsaariana do que em outras partes do mundo em desenvolvimento, como o Oriente Médio e o sul da Ásia. Eles acreditam que isso acontece por conta da crescente conscientização da população quanto aos riscos da transmissão do vírus HIV na África subsaariana, região particularmente afetada pelo vírus. |
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