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Reforço da hepatite A pode ser desnecessário
A maioria das pessoas que foi vacinada contra a hepatite A não precisaria de doses de reforço, de acordo com um estudo que foi publicado na revista médica inglesa The Lancet. Uma equipe internacional de cientistas afirma que provavelmente as doses iniciais são suficientes para dar às pessoas uma proteção de até 25 anos. Apesar de ainda precisar ser aprimorada, a descoberta pode mudar o programa de vacinação contra a hepatite A atualmente existente. Para os cientistas, isso é uma boa notícia porque pode ficar mais simples e barato vacinar a população dos países em desenvolvimento. Economia As autoridades de saúde dos países desenvolvidos também poderiam economizar. Cerca de 1,4 milhão de casos de hepatite A são registrados anualmente. Mas a incidência da doença pode ser até dez vezes maior. O vírus, que afeta o fígado, pode se espalhar em regiões sem água e saneamento básico apropriados. Em muitos casos, os sintomas são brandos, fazendo com que a doença passe despercebida. Mas em outros casos o vírus causa febre, fadiga, perda de apetite, náuseas, desconforto abdominal, faz a vítima urinar escuro e desenvolver icterícia. Os sintomas duram na média menos de dois meses. Em casos raros, os pacientes precisam ser hospitalizados. A vacina contra o vírus está disponível há dez anos. Ela é dada nos países desenvolvidos aos chamados grupos de risco: funcionários de hospitais e turistas. No entanto, não há um consenso sobre se a vacina deve ser reforçada. Cientistas de todo o mundo, auxiliados por técnicos da Organização Mundial da Saúde (OMS), chegaram à conclusão de que o reforço muitas vezes não é necessário. Segundo eles, apenas uma dose pode garantir imunidade por toda a vida contra doença. Os pesquisadores, no entanto, lembraram que um levantamento mais amplo deve ser realizado antes que uma recomendação formal seja dada. "Se a não necessidade de reforço for confirmada, isso significa que crianças de países endêmicos podem ser vacinadas uma vez na vida porque ficariam protegidas durante muito tempo. Isso reduziria bastante os custos", escreveram os cientistas na The Lancet. |
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