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Família comemora cirurgia que separou siameses
A família de dois gêmeos unidos pela cabeça, que foram separados com sucesso após uma cirurgia na cidade americana de Dallas, está celebrando a operação. Os cirurgiões trabalharam por mais de 30 horas para dividir as cabeças dos gêmeos egípcios Mohamed e Ahmed Ibrahim, de 2 anos. Os médicos precisaram separar um complexo sistema de veias e artérias que liga os dois crânios. "Quando foi anunciado que tínhamos dois meninos, o pai deles pulou no meu pescoço, me abraçou e depois desmaiou", disse Nasser Abdelal, o médico dos gêmeos. A equipe de cirurgiões disse, em uma coletiva de imprensa, que o procedimento ocorreu como o esperado, mas alertou que os gêmeos ainda não estavam fora de perigo. Coma induzido Eles serão mantidos em um coma induzido por remédios, durante vários dias, para que seus cérebros desinchem e precisarão ser submetidos a várias cirurgias reparadoras no futuro para reconstruir as áreas afetadas pela anomalidade. A mãe dos meninos e vários integrantes do hospital onde os gêmeos foram separados começaram a chorar quando ouviram sobre o sucesso da cirurgia. Os parentes dos gêmeos, em sua cidade natal de Al-Homr, no sul do Egito, estavam rezando e torcendo pelo sucesso da cirurgia. A família decidiu levar adiante a operação, mesmo sabendo os riscos de lesão cerebral e até morte dos gêmeos. Mas os familiares concordaram que a operação era o único jeito de os meninos levarem uma vida normal. Unidos pelo topo da cabeça desde o nascimento, os meninos tinham problemas em fechar os olhos, mover o pescoço e engolir. Como eles não podiam se levantar completamente, os médicos alertaram que eles sofreriam gradualmente perda de várias funções por não poderem se locomover propriamente. Os gêmeos egípcios passaram um ano sendo avaliados pelos médicos. Apesar de terem cérebros separados, os gêmeos compartilhavam uma rede complicada de veias e artérias cerebrais responsáveis pela circulação do sangue no interior do cérebro. Itália A operação contou com a liderança de cinco neurocirurgiões, coordenados por Kenneth Shapiro. "A pesquisa que realizamos antes nos deixou mais confortáveis para realizar a cirurgia", disse o médico Ao todo, a operação durou 34 horas e envolveu uma equipe de 40 médicos e enfermeiras, entre outros. Esta foi a primeira cirurgia para separar siameses desde a morte das iranianas Laleh e Ladan Bijani, em julho. As gêmeas, de 30 anos, morreram uma hora e meia depois de serem separadas em Cingapura. Enquanto os meninos se recuperam, duas gêmeas também foram separadas na Itália. Elas tinham quatro meses e eram unidas pelas têmporas. A cirurgia, de 12 horas, foi realizada por médicos em um hospital de Roma. Segundo os médicos, a operação das italianas foi mais simples do que a dos meninos porque elas não compartilhavam órgãos |
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