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Médicos separam gêmeos unidos pela cabeça nos EUA
Médicos de um hospital do Texas, nos Estados Unidos, conseguiram separar dois gêmeos egípcios de dois anos de idade que estavam grudados pela cabeça, depois de arriscada cirurgia que levou 27 horas. Mohammed e Ahmed Ibrahim têm cérebros independentes mas dividiam uma importante veia e a tentativa de separá-los poderia ser fatal para um ou os dois meninos. No entanto, o porta-voz do hospital de Dallas, Jim Thomas, disse que os irmãos ainda não estão fora de perigo. As duas crianças deverão ficar em coma induzido por alguns dias para reduzir o inchaço de seus cérebros e terão de passar por outras cirurgias para reconstruir partes de seus crânios. De qualquer forma, dado o risco da operação, o resultado foi comemorado pela família dos meninos e pela equipe de 18 médicos envolvidos na cirurgia. Um cirurgião egípcio que viajou do Cairo para os Estados Unidos para acompanhar a família disse em uma entrevista coletiva que, quando os cérebros foram separados, o pai dos meninos o abraçou pelo pescoço e desmaiou de emoção. Operação complexa A parte mais delicada da operação, a separação das veias comuns que alimentavam ambos os cérebros, foi concluída por cinco neurocirurgiões na manhã deste domingo. De acordo com os médicos, os meninos não perderam muito sangue e, em nenhum dos dois, o cérebro inchou mais do que o esperado. Em seguida, uma equipe de cirurgiões crânio-faciais começou a reparar os danos causados aos crânios dos meninos usando tecidos de suas coxas. Embora a operação estivesse sendo planejada havia um ano, a família dos gêmeos conjugados ficou especialmente apreensiva depois de julho, quando uma cirurgia similar para separar duas gêmeas iranianas terminou com a morte das duas. Laleh e Ladan Bijani, de 29 anos, morreram em decorrência de uma hemorragia durante a cirurgia de separação em Cingapura. 'Vida normal' Ainda assim, o pai dos meninos autorizou a cirurgia, alegando que queria dar aos seus filhos a chance de ter uma vida normal. Mohammed e Ahmed, que já enfrentavam problemas para fechar os olhos, mexer o pescoço e engolir, teriam sérios problemas de saúde pelo resto da vida se permanecessem unidos. Os dois não conseguiam ficar de pé devido à forma como estavam unidos e suas funções mentais e físicas se deteriorariam ao longo do tempo. A Fundação Mundial Cranofacial pagou para que os meninos fossem ao Centro de Medicina Infantil em Dallas, quando eles ainda tinham um ano de idade. A organização também deve assumir os custos da cirurgia, avaliados em US$ 2 milhões. Três das cinco cirurgias de separação de gêmeos unidos pela cabeça realizadas nos últimos três anos resultaram na sobrevivência das duas crianças. |
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