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Gêmeos egípcios enfrentam cirurgia de separação
Dois gêmeos egípcios de dois anos de idade, grudados pela cabeça, enfrentam neste sábado uma arriscada cirurgia de separação nos Estados Unidos. Mohammed e Ahmed Ibrahim têm cérebros separados mas dividem uma veia importante. Os médicos da clínica no Texas informaram que a operação é demorada e pode resultar em morte. Mas os meninos, que já enfrentam problemas para fechar os olhos, mexer o pescoço e engolir, vão ter problemas de saúde pelo resto da vida se permanecerem unidos. O pai dos gêmeos pediu aos médicos que levem a operação adiante, afirmando que quer dar aos meninos a chance de uma vida normal. "Se eles permanecerem grudados, eles não serão normais", disse Ibrahim Mohammed Ibrahim no início deste ano. A Fundação Mundial Cranofacial pagou para que os meninos fossem ao Centro de Medicina Infantil em Dallas, quando eles ainda tinham um ano de idade. Os gêmeos passaram a maior parte do último ano fazendo exames de diagnóstico em preparação para a cirurgia. Rezas Os médicos disseram que o cérebro e as principais veias que eles dividem podem ser separados sem muitos danos, mas se os sistemas circulatórios das crianças não for propriamente separado, eles podem morrer. Mas os gêmeos contam com a vantagem de ter ossos e tecidos jovens que estão mais aptos a passar pelo choque de uma cirurgia e se recuperar. A operação, liderada pelo especialista em cirurgias do rosto e do crânio, Kenneth Salyer, deve começar neste sábado de manhã e pode durar até 48 horas. O tio dos gêmeos, Nasser Mohammed, disse que todos estão rezando por eles na cidade natal dos gêmeos, al-Homr, no sul do Egito, perto da cidade de Qus. "Quando os moradores da cidade souberam que a operação ia ser realizada, eles ficaram rezando nas mesquitas, pedindo a Deus por um sucesso e para que mantenha os gêmeos saudáveis até que eles retornem à al-Homr", disse ele. Mohammed e Ahmed vão ser os primeiros gêmeos unidos pela cabeça a passar por cirurgia de separação desde a morte das gêmeas iranianas em julho passado. Laleh e Ladan Bijani, de 29 anos, morreram por causa de uma hemorragia durante a cirurgia de separação em Cingapura. Saad Abu Qaeis, um parente dos gêmeos egípcios, disse: "Nós estamos otimistas, mas muito preocupados depois da morte das gêmeas iranianas". Três das cinco cirurgias de separação de gêmeos unidos pela cabeça realizadas nos últimos três anos resultaram na sobrevivência das duas crianças. |
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