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Atualizado às: 17 de agosto, 2003 - 10h28 GMT (07h28 Brasília)
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Caçadores de baleia saem ao mar na Islândia após 14 anos
Baleia minke
A Islândia pretende matar 38 baleias minke em seis semanas

Caçadores de baleia da Islândia já partiram em sua primeira missão oficial em 14 anos.

Gunnar Johannsson, o capitão de um dos três barcos que participam da operação, disse que deixou o litoral da Islândia à 0h35 deste domingo (hora local), depois de um atraso causado por fortes ventos.

Os barcos devem levar seis semanas para realizar a sua missão: matar 38 baleias minke.

A Islândia defende a caça às baleias porque diz que os estoques de peixe no mar estão diminuindo com a proliferação dos animais. Os governos britânico e americano, entidades de defesa dos animais e ambientalistas criticam a decisão islandesa.

'Base científica'

Uma dessas organizações, o Fundo Internacional para o Bem-estar Animal, diz que a retomada da caça à baleia não tem base científica e que a Islândia não pode camuflar sua intenção de retomar a caça comercial com uma informação que não foi provada.

Na Grã-Bretanha, a Sociedade Real de Prevenção à Crueldade contra os Animais não chegou a pedir um boicote a produtos islandeses, mas está pedindo aos consumidores que pensem duas vezes antes de comprar peixes pescados pelo país.

A própria indústria do turismo na Islândia está criticando a decisão, temendo que isso possa afetar a cada vez mais lucrativa atividade de observação de baleias, que atrai muitos visitantes à ilha.

O grupo Greenpeace decidiu mobilizar um de seus navios para uma missão na Islândia.

O navio selecionado, o Rainbow Warrior (Guerreiro do Arco-Íris), foi usado pela primeira vez em 1978 em uma missão também para proteger baleias ameaçadas por caçadores islandeses, e deve chegar à região em duas semanas.

'Por que não?'

"A caça à baleia faz parte do passado da Islândia, e assim deve permanecer", disse o diretor-executivo do Greenpeace, Gerd Leipold, que irá participar da missão.

"Ainda que não esperemos mudar a opinião de ninguém, o Greenpeace espera ser capaz de dar a muitos islandeses a confiança para dizer não à caça à baleia – para sempre."

Gisli Vikingsson, cientista do Instituto de Pesquisa Marinha da Islândia, defende a caça.

"Os noruegueses caçam, os russos caçam, os japoneses caçam, os americanos caçam, por que não nós?", disse ele, ressaltando que os arpões usados para matar as baleias não causam sofrimento aos animais, porque os matam instantaneamente.

O país não caça baleias desde 1989.

Depois de ter em 1992 abandonado a Comissão Baleeira Internacional (o órgão que coordena a caça comercial ao animal), o país voltou à organização em 2002, sob a condição de que fosse autorizada a registrar sua objeção à moratória internacional à caça, em vigor desde 1986.

Neste ano, as autoridades do país anunciaram a intenção de caçar 100 baleias minke, 100 baleias sei e 50 baleias fin.

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