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Atualizado às: 19 de junho, 2003 - Publicado às 20h50 GMT - 17h50 (Brasília)
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Racha ameaça comissão sobre caça às baleias
Protesto contra a caça a baleias pelo Japão
O Japão queria autorização para matar 150 baleias

A Comissão Internacional de Caça às Baleias está terminando seu encontro anual deste ano com a ameaça de perder um terço de seus membros.

Os rebeldes - liberados pelo Japão - são contra o acordo feito pela comissão para tornar a preservação das baleias uma prioridade.

Eles dizem que a mudança desrespeita leis internacionais e subverte o propósito da comissão.

Um delegado afirmou que a comissão está tão dividida que chega a duvidar que ainda tenha uma função.

História

A comissão foi criada em 1946 com dois objetivos: regular a caça e preservar as baleias.

Nos últimos 20 anos, a maioria dos membros deu prioridade à preservação e procurou prorrogar a proibição da caça comercial indefinidamente.

Ela continua suspensa desde 1986, embora milhares de baleias tenham sido mortas desde aquela época.

O Japão mata entre 600 e 700 baleias por ano sob o argumento de que elas serão usadas para fins de pesquisa científica.

A Noruega mata um número semelhante numa atividade comercial permitida porque o país se opôs ao acordo.

Agora, a Islândia quer recomeçar a pesquisar baleias, o que é permitido pelas regras da comissão.

Os três países dizem que as baleias têm que ser preservadas apenas para que sempre existam em número suficiente para a caça.

Eles argumentam que as espécies caçadas existem com muita abundância na natureza.

Berlim

No início da semana, a comissão adotou o que foi chamado de "iniciativa de Berlim", que diz, na prática, que a conservação é uma prioridade, não importando a necessidade de se caçar.

Com seus tradicionais seguidores do Caribe e de outros países, o Japão, a Noruega e a Islândia soltaram uma nota protestando duramente contra a adoção da iniciativa.

Dezesseis dos 51 membros da comissão assinaram a nota. Para o Japão, a nova postura "vai essencialmente destruir a já polarizada e disfuncional comissão".

Ameaças de fundar uma organização rival não são novidade, mas, segundo o Japão, estão num ponto crucial.

"Eles mudaram as regras. É como se você tivesse entrado num clube de futebol e descobrisse que ele se transformou numa sociedade de filatelistas", disse Joji Morishita, um membro da delegação japonesa.

"Nós poderíamos decidir retirar nossa assinatura da comissão, ou estabelecer uma nova associação regional ou global para fazer o mesmo trabalho. Nossas opções serão revistas em Tóquio."

Minoru Morimoto, chefe da delegação japonesa, disse que era "particularmente infeliz a atitude dos Estados Unidos por sua excessivamente forte" oposição ao pedido do Japão para a liberação da morte de 150 baleias por ano durante cinco anos em seu litoral.

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