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Islândia decide retomar caça às baleias
Pela primeira vez em 15 anos, a Islândia está retomando a caça as baleias. Quinze navios islandeses receberam autorização para iniciar seis semanas de caça nas águas territoriais do país com o objetivo de capturar e matar 38 baleias da espécie minke. As autoridades islandesas consideram a caça parte de um programa "científico" e alegam que o fim da caça fez com que o animal proliferasse demais. As baleias estariam, segundo o governo do país, colocando em risco os estoques de peixe no Atlântico Norte, entre eles o bacalhau. Mas a decisão islandesa foi criticada pelos governos britânico e americano e também por organizações de defesa dos animais. Turismo Uma dessas organizações, o Fundo Internacional para o Bem-estar Animal, disse que a retomada da caça à baleia não tem base científica e que a Islândia não pode camuflar sua intenção de retomar a caça comercial com uma informação que não foi provada. Na Grã-Bretanha, a Sociedade Real de Prevenção à Crueldade contra os Animais não chegou a pedir um boicote a produtos islandeses, mas está pedindo aos consumidores que pensem duas vezes antes de comprar peixes pescados pelo país. A própria indústria do turismo na Islândia está criticando a decisão, temendo que isso possa afetar a cada vez mais lucrativa atividade de observação de baleias, que atrai muitos visitantes à ilha. O grupo Greenpeace decidiu mobilizar um de seus navios para uma missão na Islândia. O navio selecionado, o Rainbow Warrior (Guerreiro do Arco-Íris), foi usado pela primeira vez em 1978 em uma missão também para proteger baleias ameaçadas por caçadores islandeses, e deve chegar à região em duas semanas. 'Por que não?' "A caça à baleia faz parte do passado da Islândia, e assim deve permanecer", disse o diretor-executivo do Greenpeace, Gerd Leipold, que irá participar da missão. "Ainda que não esperemos mudar a opinião de ninguém, o Greenpeace espera ser capaz de dar a muitos islandeses a confiança para dizer não à caça à baleia – para sempre." Gisli Vikingsson, cientista do Instituto de Pesquisa Marinha da Islândia, disse que três navios devem deixar a Islândia partindo nos próximos dias de locais não revelados, para evitar possíveis protestos. "Os noruegueses caçam, os russos caçam, os japoneses caçam, os americanos caçam, por que não nós?", disse ele, ressaltando que os arpões usados para matar as baleias não causam sofrimento aos animais, porque os matariam instantaneamente. O país não caça baleias há 15 anos. Depois de ter em 1992 abandonado a Comissão Baleeira Internacional (o órgão que coordena a caça comercial ao animal), o país voltou à organização em 2002, sob a condição de que fosse autorizada a registrar sua objeção à moratória internacional à caça, em vigor desde 1986. Neste ano, as autoridades do país anunciaram a intenção de caçar 100 baleias minke, 100 da espécie sei e 50 da espécie fin. |
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