Eleições: um dia após filiação a novo partido, Moro diz que não desistiu de pré-candidatura à Presidência

Crédito, Andressa Anholete/Getty Images
O ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça Sergio Moro afirmou que não será candidato a deputado federal e que "não desistiu de nada" durante entrevista coletiva em São Paulo nesta sexta-feira (1º/4).
No dia anterior, Moro disse que abriria mão da sua pré-candidatura à Presidência da República ao trocar de partido, saindo do Podemos e se filiando ao União Brasil.
"Preciso esclarecer a todos que eu não desisti de nada, muito menos do meu sonho de mudar o Brasil. Pelo contrário, sigo firme na construção de um projeto para o país", afirmou.
"Aliás, não serei candidato a deputado federal."
O secretário-executivo do União Brasil, Alexandre Leite, havia dito na quinta (31/3) que "Moro vem para o União com a expectativa de ser um dos deputados [federais] mais votados da história do país".
Nesta sexta, ele divulgou comunicado afirmando que "em caso de insistência em um projeto nacional, o partido vai impugnar a ficha de filiação de Moro".
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto, que é o secretário-geral da sigla, também confirmou que será solicitada a impugnação da filiação de Moro.
Segundo sua assessoria, o pedido terá apoio do ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre, do ex-senador José Agripino Maia (vice-presidente do União Brasil), do deputado federal Efraim Filho, do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, da deputada federal Professora Dorinha, do ex-ministro Mendonça Filho e do prefeito de Salvador, Bruno Reis.
Na coletiva, o ex-ministro da Justiça ainda declarou que "precisamos, com urgência, da união do centro democrático contra os extremos. Hoje no Brasil quem lidera a formação desse polo político é Luciano Bivar, presidente do União Brasil dialogando com as demais forças políticas do centro".
Bivar foi presidente do PSL, partido que abrigou Jair Bolsonaro em sua candidatura à Presidência em 2018 e que se fundiu aos Democratas na criação do União Brasil.
Moro também afirmou que não colocará "os interesses pessoais à frente do país. Precisamos de outros atos de desprendimento. De Luiz Felipe d'Ávila [pré-candidato do Novo à Presidência], João Doria [PSDB], Eduardo Leite [PSDB], Simone Tebet [PMDB], André Janones [Avante] e de lideranças partidárias para fazer prosperar essa articulação democrática".
Um dia antes
Na nota que anunciava sua desistência dacorrida presidencial, Moro dizia: "Para ingressar no novo partido, abro mão, nesse momento, da pré-candidatura presidencial e serei um soldado da democracia para recuperar o sonho de um Brasil melhor"
No anúncio, Moro disse que sua decisão visa "facilitar as negociações" para uma candidatura única. A nota não informa, porém, se ele irá se candidatar a outro cargo eletivo.
"O Brasil precisa de uma alternativa que livre o país dos extremos, da instabilidade e da radicalização. Por isso, aceitei o convite do presidente nacional do União Brasil, Luciano Bivar, para me filiar ao partido e, assim, facilitar as negociações das forças políticas de centro democrático em busca de uma candidatura presidencial única", afirmou o ex-ministro.
Moro enfrentava dificuldades para decolar nas pesquisas em sua pré-candidatura pelo Podemos, lançada no final do ano passado.
A expectativa inicial era de que Moro pudesse se beneficiar da quantidade de eleitores que afirmam não querer a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).
As pesquisas de intenção de voto mais recentes, porém, mostravam Moro estacionado com índices abaixo de 10%. Na pesquisa do Datafolha divulgada na semana passada, Moro aparecia com 8% da preferência dos eleitores.
Um dos fatores apontados para a sua troca de partido foi a falta de estrutura enfrentada pelo Podemos, considerado pequeno em comparação com o União Brasil, que atualmente é o partido com o maior fundo partidário do país, estimado em R$ 1 bilhão. O partido é resultado da fusão entre o Democratas e o PSL.

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