Rejeitada em mais de cem vagas de emprego: 'A IA está deixando mais difícil'
A estudante de negócios Bhuvana Chilukuri diz que já se candidatou a mais de 100 vagas de emprego no Reino Unido e foi rejeitada em todas.
"Teve vezes em que me candidatei e fui rejeitada em menos de dois minutos, o que é horrível", afirma a jovem de 20 anos.
Ela acredita que poucas (ou nenhuma) de suas candidaturas são vistas por humanos, já que empresas usam cada vez mais inteligência artificial para avaliar candidatos.
A frustração é comum entre jovens, que veem o início da carreira cada vez mais distante. As vagas caíram desde o pós-pandemia, e empresas estão mais cautelosas para contratar.
Quando contratam, recorrem à IA para lidar com o grande volume de candidaturas. Segundo o LinkedIn, 89% dos recrutadores no Reino Unido pretendem usar mais IA neste ano.
Bhuvana descreve o processo como desumanizador: gravando respostas em vídeo, olhando para si mesma, sem interação humana.
"Você vira um robô. Perde a personalidade. É triste", diz.
Especialistas dizem que a IA pode tornar o processo mais justo, mas reforçam que humanos ainda tomam a decisão final.
Para Bhuvana, porém, nada substitui o contato humano: "Não confio na IA. Sempre vou confiar em uma pessoa — o problema é conseguir chegar até ela."
Assista a um trecho da entrevista dela no vídeo.



