Ataque do Irã atinge cidade próxima a instalações nucleares de Israel e fere dezenas

Crédito, Maxar
- Author, Sebastian Usher
- Role, De Jerusalém para a BBC
- Tempo de leitura: 2 min
Autoridades de Israel disseram que estão investigando como um míssil iraniano ultrapassou suas defesas aéreas e atingiu a cidade de Dimona, no sul do país, ferindo pelo menos 47 pessoas.
O que está claro, no entanto, é por que Teerã estava mirando naquela área.
A cerca de 13 km de Dimona, existe uma instalação que há muito é reconhecida como detentora do arsenal não declarado de armas nucleares de Israel.
Oficialmente, o local se concentra exclusivamente em pesquisa. Mas, por cerca de seis décadas, tem sido um segredo aberto que Israel desenvolveu uma bomba nuclear ali, mesmo que cada governo israelense tenha mantido uma posição ambígua sobre isso.
Isso significa que Israel é a única potência nuclear no Oriente Médio. Portanto, qualquer indicação de que a área esteja sendo alvo de um ataque é levada com a máxima seriedade por Israel.
O próprio Irã confirmou a autoria do ataque, afirmando que alvejou Dimona em resposta ao que descreveu como um ataque anterior da campanha aérea de EUA e Israel contra sua instalação nuclear em Natanz.
Tanto Israel quanto os EUA definiram a eliminação de qualquer possível capacidade iraniana de desenvolver uma bomba nuclear como o principal objetivo da guerra.
O serviço de emergência de Israel afirma estar prestando atendimento a um "grande número de vítimas" após o ataque com míssil.
Entre as vítimas estão uma menina de cinco anos em estado grave, 11 em estado moderado e várias com ferimentos leves, segundo o serviço.
O órgão diz que suas equipes continuarão a "buscar por mais feridos".
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disse estar ciente sobre um ataque com mísseis ocorrido próximo ao centro nuclear do Negev.
A organização diz que "não recebeu qualquer indicação de danos ao centro de pesquisa nuclear", acrescentando que nenhum nível anormal de radiação foi detectado.
O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, afirmou que "se deve observar a máxima contenção militar, em particular nas proximidades de instalações nucleares".


























