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Última actualização: 03 Fevereiro, 2009 - Publicado em 18:37 GMT
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Ministro guineense das Finanças ameaça demissão

O elenco governamental guineense

O ministro das Finanças da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, disse esta terca-feira que se soubesse previamente da situação que herdou no Ministério não iria aceitar o cargo.

Mário Vaz explicou em conferência de imprensa que o Tesouro Público encontra-se submetido a pressões insuportáveis para o pagamento de salários, dívidas aos bancos e amortizações do serviço de dívidas com organizações financeiras internacionais.

Só com os bancos, segundo as suas revelações, as dividas andam a volta de 20 mil milhões de francos cfa, que correspondem a cerca de 40 milhões de dólares norte-americanos.

Algumas das dívidas reveladas por Mário Vaz incluem quatro meses de salários em atraso, no valor de nove mil milhões de francos cfa, mais nove mil milhões de cfas de dívidas ao sistema bancário comercial e ainda10 mil milhões de cafs ao banco central, BCEAO.

Dar a volta

“Cheguei de confidenciar a uma amiga dizendo que se soubesse que iria encontrar essa situação se calhar não iria aceitar o cargo. Mas já cá estou e determinado a dar a volta a esta situação e fazer com que o país conheça dias melhores”, prometeu.

 “O importante agora é termos confiança em nós mesmos.
José Mário vaz, ministro guineense das Finanças

Segundo Mário Vaz três serviços estão a arruinar o Tesouro Público.

“Primeiro, os salários. A massa salarial de 2,3 mil milhões de francos cfa é muito elevada para as capacidades financeiras da Guiné-Bissau. Temos depois as Missões de Serviço. Os guineenses devem deixar que as missões diplomáticas assumam determinadas funções. Missões de Serviço dão cabo das Finanças Públicas. Em seguida são as amortizações e Serviços de Dívidas”, especificou.

Apesar de tudo, o ministro guineense das Finanças considera que não há motivo para alarme.

“O importante agora é termos confiança em nós mesmos. Não podemos estar permanentemente a depender dos parceiros de desenvolvimento. Chegaram aonde chegaram porque arregaçaram as mangas. Devemos seguir pela mesma via, trabalhando cada vez mais”, recomendou.

Mais trabalho

O pagamento atempado dos salários e o crescimento económico são os dois grandes objectivos do ministro.

 Se não conseguir pagar salários com recursos internos apresento a minha demissão do cargo.
José Mário Vaz, ministro guineense das Finanças

Metade dos salários públicos da Guiné-Bissau vai para os Ministérios da Defesa, do Interior e dos Combatentes da Liberdade da Pátria.

Mário Vaz acredita que com mais trabalho e rigor é possivel fazer face às despesas correntes com recursos internos.

“Se não conseguir pagar salários com recursos internos apresento a minha demissão do cargo”, garantiu Mário Vaz numa conferência de imprensa dedicada à explicação sobre o estado das financas públicas guineenses.

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