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Bissau arquiva processo de avião venezuelano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O caso do avião venezuelano detido em Bissau desde Junho do ano passado vai ser definitivamente arquivado, anunciou esta quarta-feira em Bissau o magistrado titular do processo. Em entrevista à BBC, Eduardo Mancanha justificou a decisão com o facto de não terem sido provadas as acusações de transporte de drogas e de violacão do espaço aéreo guineense que pendiam sobre os suspeitos, Carmelo António Guerra e Carlos Justiniano Nunes. O avião em questão - um jacto - fora detido por ordens do governo. O advogado dos suspeitos, Faustino Cunha, já pondera a possibilidade de exigir ao estado guineense o pagamento de uma indemnização. Eduardo Mancanha confirmou o arquivamento do processo atribuindo-o à falta de indícios de existência de algum crime. Atrasos “Como constam nos autos, as aeronaves tinham autorização prévia da Agência de Aviação Civil para o voo e aterragem no aeroporto”, explicou.
Eduardo Mancanha acrescentou que, em consequência da decisão, os bens apreendidos aos suspeitos serão restituídos. O Ministério Público guineense ordenara a abertura do inquérito no passado 19 de Junho mas só pôde iniciar os trabalhos, incluindo a busca e apreensão assim como a detencão dos suspeitos, em 27 de Junho. “Como se trata de um estabelecimento militar tivemos de pedir autorização do Estado-Maior General das Forças Armadas e foi preciso a intervenção do primeiro-ministro e do Presidente da República para que as buscas se realizassem no dia 27”, lembrou. Oferta O caso envolveu o Estado-Maior General das Forças Armadas como proprietário das encomendas transportadas pelo avião. Mancanha disse que o Estado-Maior provou com documentos de que se tratavam de medicamentos oferecidos pelo governo venezuelano e não de drogas. Uma caixa fotografada destes supostos medicamentos tinha etiquetas em português com as palavras, “Oferta de medicamentos para o Estado-Maior General das Forças Armadas”; mas as facturas de compra dos referidos medicamentos vinham em espanhol, a língua oficial da Venezuela. Nessas buscas dificultadas pelos militares segundo as denúncias do próprio Ministério Público estiveram envolvidos peritos de investigação da Interpol, do FBI e cães treinados provenientes de França, que entretanto não foram autorizados a realizar de imediato as suas missões ou a ter acesso à caixa negra do avião em causa. | LINKS LOCAIS Suspensa manutenção de avião de drogas05 Dezembro, 2008 | Notícias Militares entregam avião ao Ministério Público10 Setembro, 2008 | Notícias Confirmada fuga de piloto ligado a narcotráfico22 Agosto, 2008 | Notícias Procurador-geral guineense sob ameaça29 Julho, 2008 | Notícias Detidos cinco suspeitos de tráfico de droga24 Julho, 2008 | Notícias ONU preocupada com tráfico de droga na Guiné23 Julho, 2008 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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