|
ONU preocupada com tráfico de droga na Guiné | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A detenção de dois aviões no aeroporto de Bissau, caso seja confirmado que estão envolvidos no tráfico de droga, são más notícias para a Guiné-Bissau, advertiu Shola Omoregie, o enviado especial das Nações Unidas. Numa conferência de imprensa na quarta-feira, Omoregie encorajou o governo guineense a lidar com o assunto. Shola Omoregie disse ter informações contraditórias sobre o caso. Mas disse haver indicações de que se trata de um caso de narcotráfico, e nesse caso, “não será bom para a Guiné-Bissau porque pode desencorajar os esforços de parceiros que ajudam a Guiné-Bissau”. O diplomata nigeriano sublinhou que o tráfico de droga não é um problema da Guiné-Bissau em particular, mas sim, da sub-região. Omoregie acha que os países de origem e de destino das drogas devem apoiar a Guiné-Bissau a combater o narcotráfico. O enviado da ONU disse não poder confirmar se entidades militares estão ou não envolvidas. Defendeu que o tráfico de droga é um problema transversal e portanto, não se pode culpar os militares em particular. “Todos devem lutar contra o tráfico de droga, não o governo sozinho”, frisou Shola Omoregie. Caso delicado Entretanto a ministra da justiça, Carmelita Pires, fala hoje à imprensa sobre os dois aviões detidos no aeroporto internacional Osvaldo Vieira. Três venezuelanos, entre os quais estão dois pilotos, encontram-se detidos em Bissau por suspeita de envolvimento em tráfico de droga. Um agente da Polícia Judiciária disse tratar-se de um caso delicado. Resta saber se a delicadeza se deve ao facto de um oficial da força aérea guineense, não identificado, ter, segundo as primeiras informações sobre o caso, sido encontrado num dos aviões. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||