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Cabo Verde retoma debate sobre salário mínimo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em Cabo Verde depois dos sindicatos se terem posicionado a favor da instituição de um salário mínimo nacional, é chegada a vez dos partidos políticos se pronunciarem sobre este assunto. O MpD, maior partido da oposição, pela voz do seu líder Jorge Santos, manifestou-se a favor daquilo que chama de salário mínimo nacional de convergência. O governo, através do primeiro-ministro, José Maria Neves, também já se posicionou para dizer que discorda. Esta semana ao debater o estado da nação o presidente do MpD, Jorge Santos, defendeu que é chegada a hora de assegurar que os caboverdianos tenham acesso ao desenvolvimento que o país está a atravessar. Segundo ele, isso passa pela definição de um salário mínimo nacional de convergência. Abordado pela BBC para clarificar a sua posição aquele dirigente não se fez rogado. “É preciso dar aos caboverdianos empregados o mínimo de convergência para a sua subsistência, aí é que nós falamos de um salário mínimo de convergência.” ‘Inclusão de todos’ Questionado quanto aos níveis do salário mínimo em debate, Jorge Santos considerou que “neste momento o salário mínimo de convergência é uma medida que deve ser estudada, aprofundada e constituir, acima de tudo, um debate para que se encontrem as melhores vias porque se trata de um salário diversificado em função dos sectores de actividade.
“No momento em que Cabo Verde está a ser graduado e com a perfomance que o país está a conhecer não podemos excluir os caboverdianos do nivel do desenvolvimento que o país está a atravessar através do turismo”, rematou o presidente do MpD. Reagindo à proposta de Jorge Santos, também em entrevista à BBC, o primeiro-ministro José Maria Neves vai dizendo que é contra. E deixa a entender que prefere que seja o próprio mercado a estabelecer os níveis salariais que prefere pagar. 'O mercado que decida' “Cabo Verde deve trabalhar para gerar novos empregos de modo a reduzir substancialmente a taxa do desemprego antes de pensar na fixação de um salário mínimo. A Guiné-Bissau tem um salário mínimo e deve aos seus funcionários 10, 12 meses de salários. Angola tem um salário mínimo de 40 e tal dólares... “Nós neste momento, nas construções das imobiliárias turísticas, temos um salário mínimo de 17 mil escudos e um salário médio de cerca de 35 mil escudos, na função pública o salário mínimo é de 14, 15 contos... O mais importante é criar condições para gerar mais rendimentos às famílias caboverdianas”, acrescentou. Questionado sobre se a sua política é a de deixar o mercado falar por si, o primeiro-ministro considerou que,”no estado em que está Cabo Verde, medidas administrativas poderão prejudicar a flexibilidade do mercado de trabalho e a criação de novos empregos.” | LINKS LOCAIS Emigrantes sustentam economia 04 Abril, 2007 | Notícias Professores caboverdianos à beira da greve15 Março, 2007 | Notícias Novo lider do MPD quer renovação13 Setembro, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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