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Estados Unidos rejeitam metas do G8 para mudanças climáticas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Tensões entre Estados Unidos e Rúsia ameaçam sabotar a agenda de trabalhos proposta pela chanceler alemã, Angela Merkel, que detém a presidência do grupo das nações mais industrializadas, G8. Enquanto tensões aumentavam em torno da área da cimeira na cidade de Heiligendamm, na Alemanha, onde a polícia recorreu a canhões de água para dispersar manifestantes anti-capitalismo, a chanceler alemã, Angela Merkel, tentava salvar a sua proposta para o corte mundial das emissões de carbono em 50% até 2050. Merkel, que se avistou individualmente com os seus sete homólogos antes da abertura dos trabalhos, deseja também que as nações mais ricas reduzam o consumo energético até 20% e limitem o aumento mundial das temperaturas O conselheiro especial do presidente Bush para as mudanças climáticas, James Connaughton, advertiu no entanto que a sua Administração não está disposta a comprometer-se com o estabelecimento de metas. "A única área de desacordo é que seja o G8 a ditar as políticas nacionais dos seus membros ", sublinhou. “Espírito da Guerra Fria” Horas antes da abertura da cimeira, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, tinha acusado o ocidente de ter agido no “espírito da Guerra Fria.” O chefe da diplomacia russa denunciava planos da Administração Bush para a instalação de elementos de um sistema de intercepção de mísseis na Polónia e uma base de radares na República Checa. Lavrov salientou que, quando a Rússia estivesse convencida de que o sistema estava a ser montado contra o Irão e a Coreia do Norte, em vez de Moscovo, então o seu Governo estaria disposto a dialogar com o ocidente sobre o assunto. O presidente Bush repetiu mais tarde a sua asserção de que a Rússia não é inimiga dos Estados Unidos e que não ia atacar a Europa.
Antes, o presidente russo, Vladimir Putin, tinha ameaçado apontar mísseis nucleares para cidades europeias se o plano da instalação do sistema anti-mísseis fosse adiante. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair disse que a cimeira que se inicia hoje constituía uma boa oportunidade para uma conversa franca com o presidente Vladimir Putin sobre a questão. Promessas a África Na agenda formal dos trabalhos, destaca-se, para além das mudanças climáticas, a questão do desenvolvimento em África. Há dois anos, na cimeira de Gleneagles, os líderes do G8 tinham cancelado dívidas de centenas de milhões de dólares a muitos dos países mais pobres de África. Mas o ministro das Finanças da Zâmbia, Ngandu Magande, disse à BBC que, embora o cancelamento das dívidas tivesse ajudado, o que realmente importava era que os lideres do G8 honrassem a promessa de duplicarem os níveis de assistência externa até 2010. "Não deposito total confiança nas entidades doadoras. Temos de arranjar uma nova fórmula para desenvolver os nossos países." Nalguns casos, especuladores privados adquiriram dívidas, com descontos elevados, aos investidores que tinham inicialmente emprestado o dinheiro e depois foram aos tribunais exigir o pagamento total do empréstimo, incluindo juros. | LINKS LOCAIS Ambiente difícil antecede Cimeira do G8 06 Junho, 2007 | Notícias Clima de tensão entre EUA e Rússia05 Junho, 2007 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não é responsável pleo conteúdo de sítios externos da internet | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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