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Última actualização: 17 Fevereiro, 2006 - Publicado em 19:43 GMT
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Obasanjo denuncia corrupção em África
Bill Gates, Gordon Brown e Olusegun Obasanjo
Olusegun Obasanjo acusou o ocidente de cumplicidade
O presidente cessante da União Africana, Olusegun Obasanjo da Nigéria, declarou que a corrupção está a custar ao continente africano, cerca de 25% do seu rendimento nacional colectivo.

Obasanjo acusou o Ocidente de cumplicidade por permitir que os dinheiros desviados sejam depositados nos seus bancos.

O presidente nigeriano disse ainda que as indústrias que mais sofrem os efeitos da corrupção são o sector do petróleo, gás e minérios.

O tema da corrupção tem estado no topo das agendas nacionais africanas.

Manifestações

No Quénia, milhares de manifestantes sairam às ruas de Nairóbi a pedir a demissão de vários membros do executivo, incluindo o vice-presidente, Moody Awori, no ambito do escândalo de corrupção que está a abalar o país.

"Somos da opinião que sua excelência deve deixar o cargo, por uma questão de responsabilidade cívica, segundo a lei e a constituição quenianas" - a opinião de um manifestante em Nairóbi contra a corrupção.

Esta sexta feira, um tribunal indiciou o ex-ministro da segurança nacional Chris Murungaru, por ter recusado a declarar os rendimentos perante a comissão anti-corrupção do país.

O político terá que explicar as origens da sua fortuna pessoal, da sua família e de parceiros comerciais.

Na semana passada, rolaram cabeças no governo queniano.

Demissões

Três ministros demitiram-se depois dos seus nomes terem sido nomeados em ligação a escândalos de corrupção.

Dentre eles contam-se, o Ministro de Energia, Kiraitu Murungi, e o Ministro da Educação, George Saitoti.

O Presidente queniano, Mwai Kibaki afirmou na televisão nacional que ambos os homens queriam a oportunidade de provar a sua inocência.

Ele acrescentou que aceitou as demissões para abrir caminho às investigações acerca dos escândalos de corrupção.

Comité parlamentar

John Githongo
O ex-responsável pelo combate á corrupção foi ouvido em Londres

Estes desenvolvimentos acontecem depois do antigo investigador anti-corrupão, John Githongo, exilado em Londres, ter prestado declarações a um comité parlamentar queniano acerca da alegada corrupção, que ele afirmou ser elevada no governo queniano.

O director do Banco Mundial no Quénia, Colin Bruce, disse que as demissões não tinham precedentes e que estabeleciam novos padrões para o país que deviam ser mantidos.

O Presidente Mwai Kibaki remodelou o seu governo para preencher as vagas deixadas pelos três ministros, que se declararam inocentes.

Em Janeiro passado O Banco Mundial adiara a libertação de duzentos e sessenta milhões de dólares em empréstimos para o Quénia, por causa de acusações de corrupção contra altos membros do governo.

De acordo com o Banco Mundial, o dinheiro que estava destinado a projectos de saúde e educação vai ficar retido até que o Quênia consiga mostrar que está seriamente disposto a combater a corrupção.

Os membros do governo envolvidos na acusação de corrupção negam que tenham cometido fraude.

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