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Obasanjo denuncia corrupção em África | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente cessante da União Africana, Olusegun Obasanjo da Nigéria, declarou que a corrupção está a custar ao continente africano, cerca de 25% do seu rendimento nacional colectivo. Obasanjo acusou o Ocidente de cumplicidade por permitir que os dinheiros desviados sejam depositados nos seus bancos. O presidente nigeriano disse ainda que as indústrias que mais sofrem os efeitos da corrupção são o sector do petróleo, gás e minérios. O tema da corrupção tem estado no topo das agendas nacionais africanas. Manifestações No Quénia, milhares de manifestantes sairam às ruas de Nairóbi a pedir a demissão de vários membros do executivo, incluindo o vice-presidente, Moody Awori, no ambito do escândalo de corrupção que está a abalar o país. "Somos da opinião que sua excelência deve deixar o cargo, por uma questão de responsabilidade cívica, segundo a lei e a constituição quenianas" - a opinião de um manifestante em Nairóbi contra a corrupção. Esta sexta feira, um tribunal indiciou o ex-ministro da segurança nacional Chris Murungaru, por ter recusado a declarar os rendimentos perante a comissão anti-corrupção do país. O político terá que explicar as origens da sua fortuna pessoal, da sua família e de parceiros comerciais. Na semana passada, rolaram cabeças no governo queniano. Demissões Três ministros demitiram-se depois dos seus nomes terem sido nomeados em ligação a escândalos de corrupção. Dentre eles contam-se, o Ministro de Energia, Kiraitu Murungi, e o Ministro da Educação, George Saitoti. O Presidente queniano, Mwai Kibaki afirmou na televisão nacional que ambos os homens queriam a oportunidade de provar a sua inocência. Ele acrescentou que aceitou as demissões para abrir caminho às investigações acerca dos escândalos de corrupção. Comité parlamentar
Estes desenvolvimentos acontecem depois do antigo investigador anti-corrupão, John Githongo, exilado em Londres, ter prestado declarações a um comité parlamentar queniano acerca da alegada corrupção, que ele afirmou ser elevada no governo queniano. O director do Banco Mundial no Quénia, Colin Bruce, disse que as demissões não tinham precedentes e que estabeleciam novos padrões para o país que deviam ser mantidos. O Presidente Mwai Kibaki remodelou o seu governo para preencher as vagas deixadas pelos três ministros, que se declararam inocentes. Em Janeiro passado O Banco Mundial adiara a libertação de duzentos e sessenta milhões de dólares em empréstimos para o Quénia, por causa de acusações de corrupção contra altos membros do governo. De acordo com o Banco Mundial, o dinheiro que estava destinado a projectos de saúde e educação vai ficar retido até que o Quênia consiga mostrar que está seriamente disposto a combater a corrupção. Os membros do governo envolvidos na acusação de corrupção negam que tenham cometido fraude. | LINKS LOCAIS Nigéria pede explicações à Grã-Bretanha28 Novembro, 2005 | Notícias Presidente do Banco Mundial em África12 Junho, 2005 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não é responsável pleo conteúdo de sítios externos da internet | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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