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Partido marfinense abandona processo nacional de paz | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O partido no poder na Costa do Marfim anunciou a sua saída do governo de transição e das negociações de paz mediadas pelas Nações Unidas. O anúncio foi feito quando, pelo segundo dia consecutivo, apoiantes do Presidente Laurent Gbagbo realizaram manifestações de protesto. Eles queixam-se de "interferências" da ONU e da França - a antiga potência colonial - nos assuntos internos do seu país. Pascal Affi N'Guessan, o líder do FPI, no poder, disse à BBC que a comunidade internacional falhara na Costa do Marfim e pediu a retirada do contingente de 10 mil soldados franceses e da ONU estacionado no seu país. A violência dos últimos dois dias foi despoletada por um pedido da ONU para que o Parlamento Nacional fosse dissolvido - uma vez que o seu mandato expirou em Dezembro. Eleições canceladas Deveriam ter sido realizadas novas eleições, mas o exercício foi cancelado pelo Presidente Gbagbo, que invocou uma lei que lhe permite continuar no poder. O Parlamento marfinense é dominado pelo partido governante, o FPI, que foi forçado a partilhar o poder com a oposição ao abrigo do último acordo de paz. Abdon Bayeto, o representante do FPI em Londres, diz não haver justificação para que as negociações de paz se arrastem há já 3 anos. "Sabemos que a França está por detrás de tudo o que se está a passar na Costa do Marfim. Não conseguimos entender porque razão a ONU pediu a dissolução do Parlamento. Temos uma Constituição e um Supremo Tribunal que dizem que o Parlamento pode permanecer em funções por mais um ano". O Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, pediu o fim imediato da "violência orquestrada contra as Nações Unidas e contra a população marfinense". Grupos de manifestantes continuam diante do edifício da ONU na cidade de Abidjan. País paralizado Foram erguidas barricadas e bombas artesenais foram lançadas contra um escritório da polícia da ONU na cidade de San Pedro. Margarita Amodeo, a porta-voz da Missão das Nações Unidas na Costa do Marfim disse à BBC que, nos últimos dias, o país esteve praticamente paralizado. "Foram erguidas barricadas nas ruas de várias cidades do Sul do país. Houve várias manifestações devido fundamentalmente às recomendações que o Grupo Internacional de Trabalho fez ao governo marfinense. Essas manifestações levaram à destruição de propriedade e à obstrução da liberdade de movimentos". O Secretário-Geral das Nações Unidas disse que a violência na Costa do Marfim colocava o processo de paz em sério perigo. Ele lembrou a todos os líderes marfinenses que eram responsáveis pela violência levada a cabo pelos seus respectivos apoiantes. | LINKS LOCAIS | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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