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Oxfam quer criação de fundo especial de emergência | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A agência humanitária Oxfam diz que mais de um milhão de pessoas estão afectadas por uma crise alimentar no Mali porque as nações mais ricas do mundo não responderam a um pedido de auxílio. A organização diz que o Programa Alimentar Mundial fez, em Dezembro, um apelo para a disponibilização de mais de sete milhões de dólares mas que só conseguiu angariar 14% desse montante. A Oxfam diz que isso contrasta com a situação no vizinho Níger, onde, devido à atenção prestada pelos média, o Programa Alimentar Mundial recebeu já mais de metade dos montantes que solicitara. Seca e pragas A Oxfam pediu às nações mais ricas que não deixem a crise no Níger fazê-los esquecerem-se da falta de alimentos no Mali e noutros países vizinhos - onde os campos cultivados também foram destruidos pela seca e pelas pragas de gafanhotos. A agência humanitária teme que se registe uma corrida à última da hora para se tentar salvar vidas noutros países - tal como aconteceu nos últimos dias no Níger. Jo Leadbetter é a directora de políticas da Oxfam. "A forma como a ONU opera em situações de crise como esta simplesmente não funciona. Sabemos, por experiência, que os apelos súbitos para ajuda humanitária são notórios pela falta de meios que acabam por receber. Mas quando acabam por ser financiados, há uma grande diferença entre as somas prometidas e os montantes que são disponibilizados para salvar vidas". Fundo de emergência De acordo com a Oxfam, a solução é constituir um fundo de emergência de um bilião de dólares no início de cada ano. Natasha Quist é a sua representante para a África Ocidental. "A Ofxam está a pedir que, em Setembro, por altura da cimeira das Nações Unidas, se mude a forma como o sistema funciona. É necessário que se ponha de parte um bilião de dólares em fundos de emergência. Em situações como a actual no Mali e no Níger, esse dinheiro seria imediatamente disponibilizado". Mas, funcionários da ONU dizem que isso poderá não ser a solução. Greg Barrow é um porta-voz do PAM. "O actual sistema tem os seus problemas. Sempre foi um desafio financiar operações de emergência. Mas essa nova proposta, teoricamente brilhante, também terá as suas dificuldades. Não me parece que alguns dos grandes doadores estejam interessados em entregar à ONU o controlo da sua ajuda financeira - que ocasionalmente é por eles usada de forma política e estratégica". Num ponto a ONU e as agências humanitárias estão de acordo; carências alimentares similares estão também a ameaçar, para além do Níger e do Mali o Burkina Faso e a Mauritânia. |
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