|
Primeiro-Ministro de São Tomé e Príncipe demite-se | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro de S. Tomé e Príncipe apresentou, esta quinta-feira, o seu pedido de demissão ao presidente da república, Fradique de Menezes. Damião Vaz d'Almeida, na comunicação feita ao país logo a seguir ao seu pedido apresentou como razões desta sua decisão a falta de lealdade e de solidariedade institucionais do chefe de estado santomense em relação ao governo. Segundo o primeiro ministro "demissionário", de algum tempo a esta parte que o clima de permanente concertação e de posicionamento comum com o PR tem vindo a deteriorar-se, colocando em causa a cordialidade das relações entre os dois órgãos de soberania. As recentes declarações do presidente Fradique de Menezes a propósito da greve dos trabalhadores da função pública foram a "gota de água" para o "bater com a porta" do primeiro ministro. Declarações do chefe de estado, que para Damião Vaz d'Almeida deixaram transparecer total falta de lealdade e de solidariedade institucionais do presidente em relação ao governo, numa altura, sublinha o chefe do governo "demissionário" em que o país se encontra à beira de uma iminente agitação social. Falta de condições Situação que Vaz d'Almeida considera de desagradável, porque, ainda de acordo com o primeiro ministro, com as suas declarações, "o sr. presidente, não só tornou pública a sua interpretação quanto ao conteúdo e sentido da greve geral dos trabalhadores da função pública decretada desde a passada segunda-feira". "Mas também procurou claramente distanciar-se daquela que tem sido a posição oficial do governo, referindo-se designadamente ao que ele considera ser falta de imaginação e de inteligência da parte deste governo", disse Damião d'Almeida que deixou claro a falta de condições objectivas para a boa continuidade da presente acção governativa, pelo que foi forçado a apresentar ao presidente da república o seu pedido de demissão. As mais recentes reacções à demissão do primeiro ministro do nono governo constitucional de STP já vieram dos dois partidos políticos que sustentam o executivo. O MLSTP-PSD, partido maioritário, em conferência de imprensa, pela voz do seu presidente, Guilherme Posser da Costa voltou a acusar e a responsabilizar o presidente da república pela permanente instabilidade política no arquipélago e já se mostrou indisponível quanto a formação de um novo Governo. O ADI, partido que integra o executivo também em conferência de imprensa exige do presidente santomense a convocação imediata das eleições legislativas antecipadas, dando voz ao povo das ilhas que deverá decidir sobre quem deverá governar o país com a maior legitimidade. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||