|
Greve geral em São Tomé e Príncipe | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os trabalhadores da função pública iniciaram, esta segunda-feira, uma greve geral em protesto contra o valor de USD 40 proposto pelo governo do arquipélago para a fixação do salário mínimo nacional, contra os USD 100 exigidos pela União dos Sindicatos do Sector do Estado. O porta-voz do sindicato, num balanço ao primeiro dia da paralisação, considerou que a adesão dos trabalhadores atingiu os 100%. Miguel de Assunção, "satisfeito", disse que a participação total dos trabalhadores é sinal de resposta ao apelo à greve que vai deixar os trabalhadores do estado de braços cruzados até à próxima sexta-feira. Clima de civismo Este responsável sindical enalteceu o clima de civismo que marcou o primeiro dia da greve geral na função pública santomense, contrariando os anseios de alguns que viam esta paralisação como possivel "tribuna" para desacatos que eventualmente justificassem a intervenção da polícia para a manutenção da ordem pública. "A greve geral iniciada esta segunda-feira na função pública de STP, para já não deverá ter uma implicação muito directa na economia nacional", defendeu o economista santomense Antonio Quintas. Em entrevista à BBC o economista disse que esta paralisação, sem a adesão das empresas públicas, as principais geradoras de receitas do estado, não tem grandes implicaçoes sobre a economia do País, admitindo, contudo alguns efeitos na vertente social. Como exemplos deu: os transtornos no sector da saúde (principal centro hospitalar) e no sector das finanças (pagamentos de salários e de títulos do estado). Valor 'impensável' Segundo ainda António Quintas, é impensável para o Governo o valor de USD 100 (300%) que é exigido pelos sindicatos, quando, de acordo com este economista santomense, o País está perante um crescimento real da economia, através do PIB na ordem dos 4%. De recordar que, na sua recente comunicação feita ao País a propósito desta greve geral dos trabalhadores da função pública, o primeiro ministro de São Tomé e Príncipe, Damião Vaz de Almeida referiu-se à incapacidade do executivo de satisfazer a exigência dos sindicatos independentes do sector, faces aos compromissos já assumidos pelo governo do arquipélago junto ao Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional, para o alívio do perdão da dívida de STP que ronda os 380 milhões de dólares. Por isso, o chefe do governo apelou ao bom senso dos grevistas que se mostram dispostos de levar esta greve geral até ao fim, ou pelo menos até a próxima sexta-feira. Resta agora esperar pelo "puxar" da corda. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||