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Mudanças climáticas afectam nações mais pobres | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma coligação de organizações ambientalistas e de desenvolvimento adverte que as mudanças climáticas estão a travar o progresso económico nas nações mais pobres. Num novo relatório, elas dizem que o aquecimento global poderá impedir que os objectivos do milénio sejam atingidos. Há quatro anos, os líderes de cerca de 200 países assinaram os Objectivos do Milénio, uma série de alvos de desenvolvimento económico e social. A pobreza e a fome deviam ser reduzidas para metade até 2015, o fornecimento de água potável e de condições sanitárias aumentado, e o peso da doença reduzido. Grande obstáculo O último relatório das Nações Unidas mostra que na região mais pobre do mundo, a África sub-shariana, o progresso é lento e, segundo este novo relatório, da autoria de 18 grupos ambientalistas e de desenvolvimento, as mudanças climáticas estão a tornar-se um grande obstáculo. O seu principal autor, Andrew Simms, da New Economic Foudation, diz que os efeitos do aquecimento global atingem mais duramente os países mais pobres. "Vamos assistir a inundações maciças nas áreas costeiras e ao longo dos rios onde muitas, muitas pessoas vivem", adverte Simms. "Vamos assistir a grandes prejuízos na agricultura em resultado do que as pessoas vão ficar cada vez mais famintas. 60 biliões de dólares "Apenas neste Verão - concluiu Andreww Simms - "no espaço de dois meses, no Bangladesh, uma dos países mais vulneráveis, os prejuízos totalizaram cerca de cinco por cento do seu Produto Nacional Bruto, o que representa uma enorme quantidade de dinheiro". Segundo a companhia de seguros internacionais Munich Re, os desastres naturais no ano passado custaram ao mundo 60 biliões de dólares. A maioria desses desastres ocorreram em forma de condições metereológicas extremas. 150 milhões Modelos de computador do aquecimento global sugerem que esses eventos tornar-se-ão mais frequentes, elevando os custos económicos. O relatório diz que uma mudança no clima também aumentará o número de pessoas sem acesso a água potável, aumentando assim os riscos de doenças, reduzirá a disponibilidade de alimentos e criará refugiados ambientais estimados em 150 milhões de pessoas. As soluções, diz o relatório, são a redução urgente do uso de combustíveis fósseis e a ajuda do ocidente para que os países em desenvolvimento se adaptem às bruscas mudanças climáticas. De outra forma, conclui, os objectivos do milénio simplesmente não serão atingidos. |
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