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Última actualização: 11 Setembro, 2004 - Publicado em 11:11 GMT
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Furacão Ivan fustiga a Jamaica
Chuvas e ventos fortes do furacão Ivan na Jamaica
Chuvas e ventos fortes obrigaram ao corte de energia em Kingston
Um dos mais violentos furacões na história da Jamaica está a fustigar a ilha com chuva intensa e ventos fortes.

Ondas de cerca de sete metros de altura foram vistas na costa leste enquanto o centro do furacão Ivan se aproximava da costa ocidental da Jamaica.

O primeiro-ministro PJ Patterson declarou o estado de emergência e a rede nacional de electricidade foi desligada deixando toda a ilha sem energia eléctrica.

Tropas estão a patrulhar as ruas, mas tem havido informações de pilhagens.

O furacão Ivan já deixou um rasto maciço de prejuízos, nas Caraíbas, matando pelo menos 27 pessoas, na maioria em Granada.

Mudança de rota

Os ventos aumentaram de velocidade nas últimas horas para 250km/h. Os metereologistas advertem que ele atingiu agora a extremamente perigosa categoria quatro - numa escala de cinco - e poderá ainda intensificar-se.

Meterologistas dizem que a rota da tempestada mudou, afastando-se da densamente povoada capital, Kingston, em direcção à costa ocidental.

Ondas de cerca de sete metros de altura foram registadas no leste da ilha, onde algumas casas e estradas já teriam sido danificadas por enchentes. Também há relatos de árvores arrancadas e telhados de casas levados pelo vento.

jamaicanos
O Ivan deverá seguir depois para Cuba

Um boletim divulgado pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos diz que a tempestade apresenta ventos de mais de 220 km/h e faz-se sentir num raio até 280 km a partir do seu centro.

Às 0900 TMG o olho do furacão - apelidado de Ivan o Terrível pelos jamaicanos - estava a cerca de 110km a sul da ilha, a sul de Montego Bay, disse o Centro Nacional de Furacões com sede em Miami.

A expectativa dos meteorologistas é que o olho do furacão passe pela ilha nas próximas horas. Em seguida, o furacão deve seguir para Cuba e então, possivelmente, para o Estado americano da Flórida.

Fidel

Em Cuba, o líder Fidel Castro disse que não irá aceitar ajuda dos Estados Unidos, caso o governo americano a ofereça por causa da passagem da tempestade.

“A única coisa que aceitaremos é que ponham fim ao bloqueio e às medidas de agressão económica contra nosso país”, disse Castro, de acordo com o jornal oficial cubano Gramma.

Um repórter da BBC na ilha disse que as pessoas estão a preparar-se para a chegada do Ivan com tranqüilidade, pois confiam na capacidade da Defesa Civil de coordenar operações de emergência em caso de necessidade.

Yuri Pérez, um morador de Havana que foi ao mercado comprar mantimentos nesta sexta-feira, disse que a população local teme mais os efeitos posteriores da tempestade do que o furacão em si.

“Não é que Cuba não esteja acostumada aos ciclones”, disse. “O problema é o que vem atrás: falta de luz, de água e, muitas vezes, de meios de comunicação.”

Flórida

Na Flórida, o governo decretou estado de emergência nesta sexta-feira, depois de ter sido determinada a saída obrigatória de todos os moradores e turistas das Keys – as ilhas que se estendem na parte mais ao sul do Estado.

Segundo uma emissora de TV de Miami, a expectativa das autoridades locais das Keys é que a maioria dos cerca de 79 mil moradores deixasse as ilhas nesta sexta-feira.

No entanto, estima-se que 85% dos moradores das ilhas tenham ignorado a última ordem de retirada obrigatória, emitida em 2001 por ocasião da passagem do furacão Michelle.

Acredita-se que um alerta de furacões poderia ser emitido para as ilhas já neste sábado. Projeções de meteorologistas indicam que o Ivan poderia passar perto das Keys no domingo ou na segunda-feira, mas ainda não se sabe ao certo a trajectória que a tempestade terá.

Em Miami, muitas pessoas optaram por comprar mantimentos já nesta sexta-feira, lotando alguns supermercados.

Alguns moradores também nem tiraram as protecções que instalaram há mais de uma semana do lado de fora de suas casas (como tábuas de madeira nas janelas) para protegê-las dos efeitos do furacão Frances, já antevendo o risco de passagem do Ivan pela região.

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