Cessar-fogo em Gaza termina e foguetes voltam a ser disparados contra Israel

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O grupo militante palestino Hamas rejeitou uma extensão do cessar-fogo de 72 horas em Gaza, que chegou ao fim na manhã desta sexta-feira.
O Hamas disse que Israel não cumpriu suas exigências, que incluem a reabertura do porto de Gaza, e que havia uma grande diferença entre as posições dos dois lados. Israel havia dito estar disposto a ampliar a trégua.
Um porta-voz do braço armado do Hamas disse que o grupo estava preparado para uma "longa guerra" e pediu para que negociadores palestinos que realizam negociações indiretas com representantes israelenses no Cairo se negassem a estender o cessar-fogo se suas exigências não fossem atendidas.
O Exército de Israel disse que militantes de Gaza dispararam 10 foguetes contra Israel desde o fim do cessar-fogo. Forças israelenses não responderam aos ataques.
O sistema antimísseis israelense, o Domo de Ferro, interceptou um foguete sobre a cidade de Ashkelon, no sul de Israel. Os outros foguetes atingiram áreas abertas.
Militantes palestinos já haviam lançado dois foguetes contra Israel três horas antes do fim da trégua, disse o Exército. O Hamas negou ser o responsável pelos disparos.
Ao menos 1.875 pessoas morreram em Gaza desde o início da operação israelense em 8 de julho, segundo autoridades palestinas.
A Organização das Nações Unidas diz que 1.354 das vítimas são civis, incluindo 415 crianças e 214 mulheres.
O governo israelense diz que 64 soldados, dois civis israelenses e um tailandês morreram.

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Autoridades egípcias, que mediaram o cessar-fogo iniciado na terça-feira, trabalhavam para persuadir os dois lados a chegar a um acordo de longo prazo.
O Hamas exige o fim do bloqueio à Gaza, a libertação de prisioneiros e o fim da ofensiva israelense.
Israel diz que o objetivo da operação é interromper o lançamento de foguetes por militantes de Gaza contra seu território e destruir uma rede de túneis sob a fronteira que seria usada por grupos palestinos para realizar ataques dentro de Israel.
O grupo Anistia Internacional pediu na quinta-feira por uma investigação sobre o que chamou de "grandes evidências" de que forças de Israel deliberadamente atacaram hospitais e profissionais de saúde em Gaza. Os ataques mataram ao menos seis médicos.












