'Cidade como tela': a explosão do grafite em NY

    • Author, Alessandra Corrêa
    • Role, De Nova York para a BBC Brasil

Mostra celebra nomes que marcaram trajetória de arte urbana - que teve que superar tarja de 'vandalismo' nos anos 70.

Movimento encabeçado por adolescentes nos anos 1970 era considerado vandalismo por muitos; uma década depois, galerias e colecionadores já disputavam obras desses artistas.
Legenda da foto, Surgido como um movimento considerado "ilícito" por muitos, encabeçado por adolescentes que deixavam sua marca em vagões de metrô e fachadas de prédios, o grafite explodiu em Nova York nos anos 1970. A foto de Jon Naar, de 1973, mostra um trem pintado por STAY HIGH 149, um dos pioneiros. A maioria das obras da época não sobreviveu, especialmente depois de uma campanha da prefeitura para "limpar" a cidade, no fim dos anos 1980. (© Jon Naar)
Movimento encabeçado por adolescentes nos anos 1970 era considerado vandalismo por muitos; uma década depois, galerias e colecionadores já disputavam obras desses artistas.
Legenda da foto, Esta foto de Charlie Ahearn mostra mural feito por LEE (Lee Quiñones) em 1980. A trajetória do grafite, que passou de "vandalismo" a arte valorizada, é o tema da mostra "City as Canvas: Graffiti Art from the Martin Wong Collection" ("Cidade como Tela: Arte em Grafite da Coleção de Martin Wong", em tradução livre), em cartaz até 24 de agosto no Museum of the City of New York. (© Cortesia do Museum of the City of New York)
Movimento encabeçado por adolescentes nos anos 1970 era considerado vandalismo por muitos; uma década depois, galerias e colecionadores já disputavam obras desses artistas.
Legenda da foto, A partir dos anos 1980, muitos grafiteiros começaram a ter suas obras disputadas por galerias comerciais e colecionadores. LADY PINK (Sandra Fabara) pintou "A Morte do Grafite" em 1982, época em que o então prefeito de Nova York, Ed Koch, liderava os esforços para livrar o metrô da cidade do grafite. (© Cortesia do Museum of the City of New York)
Movimento encabeçado por adolescentes nos anos 1970 era considerado vandalismo por muitos; uma década depois, galerias e colecionadores já disputavam obras desses artistas.
Legenda da foto, ZEPHYR (Andrew Witten) foi figura chave na transição do grafite de trens para telas. Esta pintura é de 1984. "Hoje a arte em grafite é amplamente valorizada, mas muitos questionavam seus méritos durante o desenvolvimento do movimento nos anos 1970", diz a diretora do museu, Susan Henshaw Jones. (© Cortesia do Museum of the City of New York)
Movimento encabeçado por adolescentes nos anos 1970 era considerado vandalismo por muitos; uma década depois, galerias e colecionadores já disputavam obras desses artistas.
Legenda da foto, Depois de ganhar fama como grafiteiro, Keith Haring se tornou um artista de sucesso comercial em todo o mundo. Como parte da estratégia para se consolidar nesse mercado, ele permitiu que suas imagens fossem usadas em camisetas, pôsteres e uma variedade de produtos. Esta pintura é de 1982. (© Keith Haring Foundation)
Movimento encabeçado por adolescentes nos anos 1970 era considerado vandalismo por muitos; uma década depois, galerias e colecionadores já disputavam obras desses artistas.
Legenda da foto, Entre os destaques da exposição estão diversos “black books”, espécie de portfólio dos artistas, cadernos onde faziam esboços e compartilhavam estilos e ideias com outros grafiteiros. Este, de 1983, pertencia a SHARP (Aaron Goodstone). O esboço visto aqui acabou se transformando em grafite em um trem de Nova York. (© Cortesia do Museum of the City of New York)
Movimento encabeçado por adolescentes nos anos 1970 era considerado vandalismo por muitos; uma década depois, galerias e colecionadores já disputavam obras desses artistas.
Legenda da foto, Como a maioria dos grafiteiros que atuava em Nova York nos anos 1970, SHARP começou a carreira ainda adolescente. Aos 17 anos, conquistou reconhecimento internacional ao expor sua obra na Art Basel, uma das principais feiras de arte contemporânea do mundo. Esta obra é de 1990. (© Cortesia do Museum of the City of New York)
Movimento encabeçado por adolescentes nos anos 1970 era considerado vandalismo por muitos; uma década depois, galerias e colecionadores já disputavam obras desses artistas.
Legenda da foto, Ativa a partir de meados dos anos 1980, a dupla SHANE SMITH, formada por irmãos grafiteiros, ganhou respeito na comunidade por conseguir deixar sua marca em locais de difícil acesso, vigiados pelas autoridades. Esta obra é de 1989. A diretora do museu lembra que, ainda hoje, o grafite desperta reações apaixonadas em Nova York, tanto positivas quanto negativas, e continua fascinando moradores e turistas. (© Cortesia do Museum of the City of New York)