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Análise: Obama sinaliza mudanças em política externa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O discurso de posse do novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, trouxe algumas importantes indicações sobre o modo como ele pretende administrar a política externa americana, o que, ao que tudo indica, será diferente da era Bush. Em meio à retórica altiva e aos pedidos para que os americanos enfrentem os desafios que estão por vir, há uma quantidade significativa de política externa neste discurso de posse. Obama deu ênfase à liderança americana no mundo, mas de um modo diferente da liderança pregada pelo governo de George W. Bush. Ele disse que o poder militar não pode garantir sozinho a segurança dos EUA, assim como não pode permitir que o país aja da maneira como quiser. Obama afirmou que este poder tem de crescer por meio de seu “uso prudente” e ressaltou a importância da força do exemplo americano. Estão aí todos os elementos do chamado “smart power” (poder inteligente), um amálgama de poderio militar, diplomacia e ferramentas políticas e culturais que deve ser visto com mais freqüência nos próximos anos. Novas abordagens O poder militar, no entanto, não está sendo abandonado totalmente. Obama também falou de maneira enfática que os Estados Unidos estão em guerra “contra uma grande rede de violência e ódio”. No entanto, nós provavelmente iremos ouvir muito menos o célebre lema “guerra global contra o terror”, muito usado na era Bush e que, segundo especialistas, mostra uma visão distorcida da abordagem norte-americana no mundo. Obama também falou sobre a busca de uma nova maneira de lidar com o mundo muçulmano. Ele ressaltou um desejo de relacionamento com regimes que se opõem aos Estados Unidos. Para eles, afirmou: “Nós estenderemos uma mão, se vocês abrirem as suas antes”. Há ainda alguns indícios de que este será um governo que procurará reunir diferentes partes do espectro político. Sua referência à maneira com que os americanos usam energia – ameaçando o planeta ao mesmo tempo em que fortalece governos adversários – revela as ligações entre o pensamento de segurança tradicional e as novas ameaças ao planeta como um todo. |
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