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Israel deve completar retirada de Gaza nesta terça-feira | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Tropas israelenses devem completar sua retirada da Faixa de Gaza nesta terça-feira. O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse que quer que os soldados deixem a área "o mais rapidamente possível" e que alguns já saíram de lá. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, reuniu-se com o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, antes de viajar para Gaza para conferir pessoalmente o impacto da operação militar israelense, que durou três semanas. De acordo com o porta-voz de Ban Ki-moon, Ahmed Fauzi, o representante da ONU queria expressar solidariedade às pessoas de Gaza em seu sofrimento, e aos funcionários da organização que trabalham no território. A ONU advertiu que a reconstrução da Faixa de Gaza vai custar bilhões de dólares. Segundo a organização, 50 mil pessoas estão desabrigadas e 400 mil, sem água. O correspondente da BBC no território Christian Fraser disse que as pessoas estão buscando sob os escombros de suas casas os corpos de pessoas mortas no ataque israelense. Nos últimos dois dias eles recuperaram 114 cadáveres. De acordo com médicos em Gaza, pelo menos 1,3 mil palestinos morreram - quase um terço crianças -, e 5,5 mil ficaram feridos durante o conflito. Treze israelenses morreram - três deles civis. O diretor de operações da ONU em Gaza, Unrwa, John Ging, disse à BBC que as armas usadas pelo Exército israelense na operação causaram ferimentos "horrendos" em crianças. "Não são arranhões ou ferimentos a bala, estas crianças foram atingidas por fragmentos de bombas na maioria das vezes", disse Ging. Árabes Ministros do Exterior de países árabes não conseguiram chegar a um acordo para uma declaração final em uma reunião no Kuweit que foi dominada por disputas sobre a crise na Faixa de Gaza. Os ministros remeteram a questão para os líderes árabes que se mostraram divididos sobre quem culpar pela ofensiva israelense. O presidente do Egito, Hosni Mubarak, disse que o movimento palestino Hamas "convidou" os ataques ao se recusar a estender a trégua com Israel expirada em dezembro. Já o presidente da Síria, Bashar al-Assad, disse que os líderes árabes deveriam declarar Israel uma entidade terrorista e apoiar o que ele chamou de resistência palestina. |
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