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Israel aceita 'em princípio' plano de cessar-fogo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo israelense disse nesta quarta-feira que concorda "em princípio" com uma proposta de cessar-fogo na Faixa de Gaza, após 12 dias de ofensiva militar contra o grupo militante palestino Hamas e seus aliados na região. Um porta-voz do governo israelens, Mark Regev, afirmou que agora o desafio é encontrar maneiras de tornar o plano realidade. Israel diz que não sabe quanto tempo o processo diplomático levará e também que seria necessário um embargo de armas contra o grupo Hamas, que controla a Faixa de Gaza. Um porta-voz do Hamas disse que há "sinais muito positivos, mas ainda não há um acordo". Há poucas informações oficiais sobre a proposta de cessar-fogo, que foi apresentada pela França e pelo Egito e tem o apoio dos Estados Unidos e da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo diplomatas, o plano é baseado em medidas para interromper o contrabando de armas via Egito para dentro da Faixa de Gaza, além de um relaxamento no bloqueio imposto por Israel ao território. Israel diz que a operação militar na Faixa de Gaza tem o objetivo de fazer com que militantes palestinos interrompam o lançamento de foguetes contra o território israelense. Distância Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse que ficou feliz com "a aceitação por Israel e pela Autoridade Palestina" do plano de cessar-fogo. O comunicado não mencionava o Hamas. A Autoridade Palestina, que é controlada pelo Fatah, grupo rival do Hamas, não divulgou até agora nenhuma declaração oficial sobre a proposta. Segundo Paul Reynolds, analista de assuntos internacionais da BBC, Israel sempre disse que iria aceitar um plano que envolvesse o fim do lançamento de foguetes por militantes e do contrabando de armas. No entanto, acrescenta Reynolds, há uma longa distância entre aceitar os princípios de um plano e adotar o cessar-fogo na prática. Pausa Nesta quarta-feira, Israel interrompeu os ataques em Gaza por três horas para permitir que a população possa receber auxílio médico e suprimentos. Logo depois das 12h (horário de Brasília), os ataques foram retomados. O governo israelense disse que haverá uma pausa diária nos ataques para permitir que a população possa receber auxílio médico e suprimentos e para "evitar uma crise humana" na região. O anúncio veio depois da decisão de Israel de aceitar a criação de um corredor para permitir o envio de suprimentos à Faixa de Gaza, onde vivem 1,5 milhão de palestinos. Para John Ging, da agência de auxílio aos refugiados palestinos das Nações Unidas, a oferta israelense é um avanço na crise, mas a prioridade continua sendo o fim da violência na região. O Banco Mundial alertou nesta quarta-feira para o perigo de uma crise de saúde pública em Gaza devido aos danos causados pelos bombardeios no sistema de esgotos e à falta de água potável. De acordo com dados da ONU e do Ministério da Saúde palestino, mais de 600 palestinos morreram desde o início da operação militar israelense. Entre as vítimas estão pelo menos 205 crianças, segundo fontes palestinas. Segundo o governo israelense, sete de seus soldados foram mortos desde o início da ação e quatro israelenses morreram em decorrência de foguetes lançados por militantes palestinos. Como Israel não permite a entrada de jornalistas estrangeiros na Faixa de Gaza, as informações não podem ser confirmadas. |
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