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EUA rejeitam proposta de troca de prisioneiros de Castro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo dos Estados Unidos rejeitou a idéia de libertar cinco funcionários cubanos acusados de espionagem pelo governo americano e presos há quase dez anos. Durante sua visita ao Brasil o presidente de Cuba, Raúl Castro, disse que seu governo estaria disposto a libertar presos políticos em troca dos cinco que estão presos nos Estados Unidos, como uma das formas de dialogar com o próximo presidente americano, Barack Obama. A proposta já foi rejeitada pelo governo de George W. Bush através do Departamento de Estado. "Durante muito tempo aconselhamos o governo de Cuba a libertar os presos políticos e recomendamos que o faça imediatamente", informou o Departamento de Estado em Washington. Segundo o porta-voz do departamento, Robert Wood, não é possível comparar a situação dos dissidentes detidos "por fazer propostas pacíficas" com a dos "cinco espiões julgados e condenados de acordo com o processo devido". Os cinco homens haviam sido enviados aos Estados Unidos com a missão de se infiltrar entre exilados cubanos e, assim, descobrir algum tipo de ação contra o governo do então presidente Fidel Castro. O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, ainda não respondeu à proposta. 'Gestos' A proposta sem precedentes foi anunciada por Raúl Castro a jornalistas na quinta-feira durante um almoço no Palácio do Itamaraty, em Brasília, junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em sua a primeira viagem internacional como presidente de Cuba. Castro afirmou em Brasília que o diálogo entre Cuba e Estados Unidos depende de "gestos" dos dois lados. "Estes prisioneiros que falam, eles querem que nós os deixemos ir? Vamos enviá-los com suas famílias e todas as coisas", disse o presidente cubano durante visita a Brasília. "Devolvam-nos nossos cinco heróis. Isso é um gesto de ambos os lados." Segundo o analista da BBC Emilio San Pedro, Raúl Castro parece buscar uma aproximação com o próximo presidente americano, que assume o cargo no dia 20 de janeiro. "Estamos dispostos a conversar com o senhor Obama onde e quando ele quiser", afirmou o presidente cubano a jornalistas em Brasília. Semanas atrás Castro já tinha feito uma proposta parecida durante uma entrevista com o ator americano Sean Penn. Mas, em Brasília, o presidente cubano afirmou que o diálogo deve ocorrer "em absoluta igualdade de condições". Barack Obama já manifestou a disposição de melhorar o relacionamento com Cuba. O presidente eleito dos Estados Unidos prometeu suspender as restrições a viagens familiares para a ilha e transferências de dinheiro, que foram impostas pelo governo Bush. Mas, Obama tem se mostrado mais cauteloso em relação a outras medidas e deixou claro que qualquer outra mudança, como a suspensão do embargo americano a Cuba, vai depender de medidas internas a favor da democracia na ilha. Entre os dissidentes cubanos a proposta de troca não foi bem recebida, segundo San Pedro. Para eles esta proposta é "inviável" e acrescentaram que "não merecem ser trocados como uma simples moeda". |
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