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Atualizado às: 19 de dezembro, 2008 - 15h00 GMT (13h00 Brasília)
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EUA anunciam plano de ajuda de US$ 17,4 bi a montadoras
Carros da GM
Montadoras dos EUA já sinalizaram risco de corte de empregos
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira a liberação de US$ 17,4 bilhões em empréstimos de emergência ao setor da indústria automobilística americana, uma das maiores vítimas da atual crise financeira global.

"No meio de uma crise e de uma recessão, permitir que a indústria automotiva americana quebre não é uma decisão responsável", disse o presidente americano, George W. Bush, em um pronunciamento.

"Meus conselheiros econômicos acreditam que uma quebra seria um golpe doloroso para os trabalhadores americanos, bem além da indústria automobilística", acrescentou. "Isso pioraria um mercado de trabalho fraco e exacerbaria a crise financeira."

"Isso poderia colocar nossa economia em uma recessão mais longa e profunda e levaria o próximo presidente a enfrentar a morte de um grande setor industrial americano em seus primeiros dias no cargo", completou o presidente americano.

As montadoras vão receber de imediato US$ 13,4 bilhões do pacote de US$ 700 bilhões destinado ao setor financeiro e aprovado em novembro. Os outros US$ 4 bilhões virão em longo prazo.

Decisões difíceis

Segundo o correspondente da BBC em Washington, Kevin Connolly, o pacote de US$ 17,4 bilhões oferecido pelo governo às montadoras não é uma quantidade de dinheiro muito grande para os padrões da indústria automobilística.

Este valor é o que a General Motors costumava gerar no mundo todo, antes da crise, em apenas um mês, de acordo com o correspondente.

Autoridades do setor informaram que a GM e a Chrysler devem pegar os empréstimos do governo imediatamente. A Ford, por sua vez, já havia afirmado que não precisa do dinheiro por enquanto.

"Estes empréstimos são necessários antes do fim de dezembro, pois a situação das montadoras é crítica", afirmou Dennis Virag, da consultoria Automotive Consulting Group.

O governo americano estabeleceu o dia 31 de março como o prazo para que as montadoras se tornem viáveis.

Momento de decisão

Bush afirmou que a indústria automobilística do país precisa tomar decisões difíceis.

"Estas condições enviam uma mensagem clara para todos os envolvidos com o futuro das montadoras americanas: o momento para tomar decisões difíceis e se tornar viáveis é agora, ou a única alternativa será a falência", disse.

Na semana passada, o Senado não aprovou uma ajuda de US$ 14 bilhões ao setor, temendo cortes de empregos e uma possível quebra de montadoras.

Todas as montadoras americanas anunciaram que estão reduzindo sua produção por causa da crise.

A Chrysler, a Ford e a GM já haviam alertado várias vezes que teriam que cortar milhões de empregos se o governo não aprovasse uma ajuda ao setor.

Fábrica da GMSetor automotivo
Entenda a crise enfrentada pelas montadoras dos EUA.
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