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Atualizado às: 18 de dezembro, 2008 - 23h29 GMT (21h29 Brasília)
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Casa Branca estuda 'falência controlada' para montadoras
Fábrica da Chrysler (Getty Images)
Produção da Chrysler não voltará antes do dia 19 de janeiro
O governo dos Estados Unidos afirmou nesta quinta-feira que a “falência controlada” é uma das opções que estão sendo consideradas para as três maiores montadoras dos Estados Unidos, que estão passando por dificuldades financeiras.

Segundo a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, o presidente George W. Bush ainda não decidiu a maneira de ajudar a indústria automotiva do país, mas está preocupado com a possibilidade de uma “falência desordenada” das indústrias do setor. A lei de falências americana permite que as empresas se reorganizem para tentarem se tornar lucrativas novamente.

“Estamos perto de uma conclusão, estamos estreitando as opções, mas não tenho nada para vocês hoje”, disse Dana Perino a jornalistas nesta quinta-feira.

As três maiores montadoras dos Estados Unidos – Chrysler, General Motors e Ford – pediram um auxílio da ordem de US$ 14 bilhões ao governo americano.

O pacote chegou a ser aprovado pela Câmara dos Representantes, mas o Senado não conseguiu atingir um consenso para votá-lo, o que fez com que a Casa Branca passasse a estudar maneiras de ajudar o setor.

Produção

Chrysler, Ford e GM anunciaram cortes de produção motivados pela queda nas vendas de automóveis causada pela desaceleração econômica.

Na quarta-feira, a Chrysler anunciou que vai interromper a produção em todas as suas 30 fábricas por pelo menos um mês, até o dia 19 de janeiro.

Também na quarta-feira, a Ford divulgou que vai estender por mais uma semana o tradicional recesso de final de ano de duas semanas em dez de suas fábricas na América do Norte.

Já a GM, que na semana passada anunciou que cortará cerca de 30% de sua produção na América do Norte, também afirmou que irá suspender os trabalhos na fábrica de motores em Michigan, onde pretende produzir motores mais eficientes em termos de combustível.

A General Motors também negou nesta quinta-feira que tenha retomado as negociações com a Chrysler para uma possível fusão das empresas. A possibilidade havia sido levantada meses atrás.

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