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Castro sugere libertar presos políticos como aceno a Obama | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em sua primeira visita ao Brasil como chefe de Estado, o presidente de Cuba, Raúl Castro, disse que seu governo estaria disposto a libertar presos políticos como uma das formas de dialogar com o próximo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Segundo Castro, o diálogo entre Cuba e Estados Unidos depende de "gestos" dos dois lados. "Estes prisioneiros que falam, eles querem que nós os deixemos ir? Vamos enviá-los com suas famílias e todas as coisas", disse o presidente cubano durante visita a Brasília. "Devolvam-nos nossos cinco heróis. Isso é um gesto de ambos os lados." A expressão "cinco heróis" foi uma referência ao grupo de funcionários cubanos acusados de espionagem pelo governo americano e presos há quase dez anos. Os cinco homens haviam sido enviados aos Estados Unidos com a missão de se infiltrar entre exilados cubanos e, assim, descobrir algum tipo de ação contra o governo do então presidente Fidel Castro. "Vamos fazer gesto por gesto", disse Raúl Castro a jornalistas, durante almoço no Palácio do Itamaraty. Embargo Esta é a primeira viagem internacional de Raúl Castro como presidente de Cuba. A primeira parada foi em Caracas (Venezuela), no fim de semana. Na terça-feira, o presidente cubano chegou à Costa do Sauípe, na Bahia, para participar da 1ª Cúpula das Américas e do Caribe. Durante seu discurso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender o fim do embargo econômico dos Estados Unidos à ilha comunista. Segundo Lula, o embargo "não tem sustentação econômica, política, ética e moral". Lula também defendeu a volta de Cuba à Organização dos Estados Americanos (OEA). Disse que o Brasil "vai se empenhar" para que o ato de exclusão seja revogado. "Saudamos a adesão de Cuba aos Pactos Internacionais de Direitos Civis e Políticos e de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais", afirmou o presidente. "Isso demonstra que o caminho é o da negociação, e não apenas do enfrentamento." Comércio bilateral O comércio bilateral entre Cuba e Brasil somou US$ 412 milhões no ano passado. Uma das estratégias do governo brasileiro é participar do desenvolvimento da ilha por meio de alguns setores, principalmente em agricultura e energia. Desde que tomou posse como presidente, Lula já esteve três vezes em Cuba. Na última visita, em outubro, anunciou a volta da Petrobras à ilha. A companhia brasileira está prospectando petróleo nos mares cubanos, em parceria com a estatal local, a Cupet. |
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