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Atualizado às: 09 de dezembro, 2008 - 12h21 GMT (10h21 Brasília)
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Promoções pré-natalinas tentam tirar comércio da crise na Espanha

Placa de "vende-se" em Aranjuez, na Espanha
Espanha se prepara para a sua pior recessão em 50 anos
Roupa, comida, combustível e até pedágio e entradas de teatro. Tudo entra em liquidação em tempos de crise. A Espanha se prepara para sua pior recessão em 50 anos com promoções para tentar salvar o comércio dos números vermelhos.

Com a taxa de desemprego mais alta da União Européia (11%), as vendas caindo 12% ao mês e previsões pessimistas para 2009, os consumidores estão apertando os cintos, e os empresários respondem com ofertas.

A maior rede têxtil do país, a Zara, de propriedade do 23º homem mais rico do mundo (no ranking da revista Forbes) está apelando para a “promoção das promoções”. Camisetas de malha a 0,95 centavos de euro (cerca de R$ 3) nas lojas de outlet.

A rede de supermercados Carrefour reativou o “leve 3 e pague 2” em 200 produtos que apareciam encalhados nos estoques.

Menu por um euro

Mas se as grandes cadeias lançam descontos agressivos, o pequeno comércio não fica atrás. O restaurante Dario's de Gijón, no noroeste do país, já se tornou celebridade nacional com o “menu anti-crise”.

Famoso por aparecer nos telejornais por esta promoção, o restaurante oferece a cada quinta-feira um cardápio de três pratos, bebida e sobremesa. Tudo por um euro.

Com abertura às 14h, os 49 lugares ficam lotados com filas desde as 9h da manhã. E já é preciso fazer reservas para o dia do desconto, porque chegam até ônibus de excursão para almoçar no local.

“Não ganho dinheiro com esse menu, mas também não perco. Com o preço normal de oito euros estávamos servindo quatro ou cinco refeições por dia”, disse à BBC Brasil o dono do restaurante, Dario López.

“Baixamos para cinco euros e passamos para umas 20 (refeições) em média. Agora melhorou muito. Nas quintas-feiras temos até 200 pessoas e muitas voltam em dias normais. Está valendo.”, disse.

Expectativas

As expectativas melhoram com a chegada do Natal. Mas apesar da esperança de um reaquecimento do mercado, as lojas continuam vazias e a Confederação Espanhola de Comércio considera a temporada a mais negativa em 12 anos.

Os problemas devem continuar em 2009. Segundo um relatório da FUNCAS (do espanhol Fundación de Cajas de Ahorro, fundação dos bancos de poupança), o pior está por vir.

O relatório prevê um ano de “recessão grave”, com índices de desemprego que chegarão aos 18% e deixarão a economia espanhola em sua pior crise desde 1959.

Neste panorama, os setores que não são considerados de primeira necessidade são os que mais malabarismos têm feito para enfrentar a crise.

A Associação de Teatro de Madri criou ofertas de 50% na última hora. Os ingressos que sobrem minutos antes do início dos espetáculos são vendidos com descontos, mas não na bilheteria para evitar especulações.

A maior rede de pizzarias da Espanha, Telepizza, oferece 30% de descontos para pedidos por internet.

Também há ofertas em postos de combustível, operadoras de telefonia, hotéis ou pedágios. Nas estradas do País Basco e da Catalunha, no norte do país, os descontos podem chegar até 75%.

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