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Vendas no varejo caem 2,1% na zona do euro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As vendas no varejo nos 15 países que adotam o euro como moeda oficial caíram em outubro mais do que o esperado por analistas, ficando 2,1% abaixo do registrado no mesmo mês em 2007 e 0,8% a menos do que em setembro. Um outro índice relativo à zona do euro, o PMI, foi revisado para baixo em relação a novembro nesta quarta-feira, também apontando um maior desaquecimento da economia na região. O PMI, elaborado pelo grupo de pesquisas econômicas Markis, analisa empresas privadas de diversos setores, compilando informações sobre produção, emprego e novas encomendas, entre outros fatores. Os indicadores reforçam a expectativa de que o Banco Central Europeu venha a cortar a taxa básica de juros na zona do euro em uma reunião nesta quinta-feira, em uma tentativa de reaquecer a economia da região. Os juros estão hoje fixados em 3,25%, e analistas prevêem um corte de pelo menos meio ponto percentual. Inflação A possibilidade de corte dos juros também parece maior devido aos dados da inflação na zona do euro. De acordo com a Comissão Européia, o órgão executivo da União Européia, a inflação dos 15 países caiu de 3,2% em outubro para 2,1% em novembro. No mês passado, o Banco Central Europeu já havia cortado os juros em meio ponto, e o presidente da instituição, Jean-Claude Trichet, disse que uma nova redução não poderia ser descartadas, dada a necessidade de restringir o encolhimento da economia no bloco. Em novembro, a União Européia anunciou que a zona do euro entrou em recessão pela primeira vez desde a adoção da moeda única, em 2002. Grã-Bretanha Na Grã-Bretanha, a rainha Elizabeth 2ª anunciouno Parlamento britânico nesta quarta-feira uma série de novas medidas que, durante os próximos meses, devem ser apresentadas para votação com o objetivo de amenizar os efeitos da crise econômica global sobre a economia do país. A rainha anunciou 12 propostas formuladas pelo governo do primeiro-ministro Gordon Brown, incluindo projetos de lei que procuram garantir uma proteção maior para depósitos em bancos e incentivos para poupadores de baixa renda. Há também medidas para incentivar as pessoas a voltar ao mercado de trabalho, abandonando os benefícios concedidos pelo governo para desempregados. "A prioridade maior do meu governo é garantir a estabilidade da economia britânica durante a retração econômica global", disse a rainha em seu discurso no Parlamento – uma tradição britânica que marca o início dos trabalhos da casa legislativa e estabelece as metas anuais. Depois do pronunciamento, Brown anunciou também um plano para ajudar pessoas que estão prestes a perder seus imóveis por não terem sido capazes de pagar suas dívidas hipotecárias – a principal raiz da atual crise econômica. A proposta abre caminho para que os endividados possam deixar de pagar juros por até dois anos e os protege de execuções hipotecárias se seus pagamentos estiverem atrasados por até seis meses. |
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