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Atualizado às: 15 de novembro, 2008 - 14h35 GMT (12h35 Brasília)
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Barack Obama pede 'ações imediatas' do Congresso contra crise
o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama
Obama quer ações imediatas contra a crise nos EUA
O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ao Congresso americano que aprove medidas imediatas para combater a crise financeira no país.

Em um pronunciamento de rádio na manhã deste sábado, Obama disse que ao mesmo tempo em que está feliz com a reunião de chefes de Estado do G20 neste fim de semana, em Washington, “ações devem ser tomadas imediatamente para aliviar a dor de milhares de americanos”.

“Estou feliz que o presidente (George W.) Bush tenha iniciado este processo porque nossa crise econômica global requer uma resposta global coordenada”, disse ele, que não participa da cúpula.

“Mas, apesar disso, à medida que discutimos com outros países, nós devemos agir imediatamente para lidar com a crise econômica interna.”

O presidente eleito ainda disse estar mais esperançoso do que nunca de que os Estados Unidos “encontrarão o caminho” para vencer seus problemas financeiros.

“Eu peço (ao Congresso) que aprove pelo menos uma parte de um plano de resgate maior que criará empregos, aliviará o aperto financeiro das famílias e ajudará a economia a crescer novamente”.

"Se não o fizer, esta será a minha primeira demanda como presidente”, disse Obama, que tomará posse no dia 20 de janeiro.

O pronunciamento foi feito um dia antes de Obama renunciar ao seu cargo como senador pelo Estado de Illinois, o que significa que ele não estará presente ao próximo encontro do Congresso, esta semana.

Reunião do G20

Antes do reinício dos trabalhos dos chefes do G20 na manhã deste sábado, Bush disse que os líderes já tinham alcançado "algum progresso" nas negociações, mas alertou para o perigo do "protecionismo".

"Um dos perigos da crise é que as pessoas começam a implementar políticas protecionistas", disse o presidente americano, acrescentando que os líderes haviam reafirmado os princípios da "abertura dos mercados e do livre comércio".

No discurso de abertura da cúpula, na noite de sexta-feira, o presidente disse que a crise financeira internacional não “será resolvida em um dia”.

“Este problema não se desenvolveu da noite para o dia e não será resolvido da noite para o dia, mas com cooperação contínua e determinação”, disse o presidente.

Reunidos em Washington este fim de semana, líderes mundiais esperam chegar a um acordo sobre medidas de longo prazo que serão adotadas para evitar futuras crises e sobre um plano de estímulo econômico coordenado.

No entanto, há divergências entre os países participantes. Enquanto os europeus e países emergentes como o Brasil defendem regras mais estritas e maior regulação dos mercados, os Estados Unidos preferem reformas mais moderadas.

Após o discurso de abertura, o ministro das Finanças alemão, Peer Steinbrueck disse que “a janela de oportunidades” nunca esteve tão aberta.

A reunião deste sábado, marcada em caráter emergencial, gerou grande expectativa quando foi sugerida pelo presidente americano, George W. Bush.

Os líderes europeus, sobretudo o presidente francês, Nicolas Sarkozy, chegaram a falar em uma nova arquitetura global ou um "novo Bretton Woods", em comparação à reunião de 1944, que levou à criação do FMI e do Banco Mundial.

No entanto, essa expectativa foi reduzida nos últimos dias. O próprio presidente Lula disse que não se pode esperar resultados concretos porque a reunião seria "apenas o começo" de um processo.

Essa é a primeira vez que a reunião do G20 é realizada com líderes de Estado. Na estrutura tradicional, as reuniões são comandadas por ministros da Fazenda e banqueiros centrais.

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