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EUA cortam juros para nível mais baixo desde 2004 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Federal Reserve (Fed, como é chamado o Banco Central americano) reduziu nesta quarta-feira a taxa básica de juros da economia americana de 1,5% para 1%, com um novo corte de 0,5 ponto percentual. A medida já era esperada pelo mercado e representa mais uma tentativa do governo americano de evitar que o país entre em recessão. No início do mês, o Fed já havia cortado a taxa de juros de 2% para 1,5%, em uma ação emergencial coordenada com outros cinco bancos centrais. A taxa atual é a mais baixa desde junho de 2004. O Fed vem cortando os juros americanos desde setembro do ano passado, quando a taxa estava em 5,25%. Bolsas Já antecipando a decisão do Fed, as principais bolsas de valores européias fecharam em alta. Em Paris, o índice Cac 40 teve alta de 9,23%. O FTSE 100, de Londres, fechou em alta de 8,05% Na Ásia, a bolsa do Japão subiu 7,7%, também na expectativa de uma redução da taxa de juros no país. Em Nova York, o índice Dow Jones, que havia subido quase 11% na terça-feira, chegou a operar em baixa, mas depois voltou a se recuperar e registrava alta de 2,4% pouco antes do fechamento. Segundo analistas, a decisão anunciada nesta quarta-feira é um sinal de que a inflação não é mais vista como a maior ameaça à economia dos Estados Unidos. Alguns analistas chegam a temer que a economia americana corra risco de deflação, em um momento em que os consumidores estão adiando todos os gastos possíveis na esperança de queda de preços no futuro. Atividade econômica Com a decisão desta quarta-feira, o Fed disse esperar "ajudar com o tempo a melhorar as condições de crédito e promover a retomada de um crescimento econômico moderado". No entanto, analistas alertam que cortar os juros a níveis tão baixos significa que o Banco Central americano pode ficar sem espaço para promover um estímulo à economia no futuro. "O ritmo da atividade econômica parece ter se desacelerado notadamente, principalmente devido a um declínio nos gastos dos consumidores", disse o Fed. O Banco Central americano reconheceu que a produção industrial do país se enfraqueceu nos últimos meses e que a desaceleração da atividade econômica em muitos países prejudica as exportações dos Estados Unidos. Seguno o Fed, o aumento da turbulência no mercado financeiro deve restringir ainda mais os gastos dos consumidores, em parte devido à diminuição de crédito. Na próxima semana, espera-se também que os bancos centrais europeus sigam a mesma tendência de corte de juros. Atualmente, as taxas de juros são de 4,5% na Grã-Bretanha e 3,75% na zona do euro - após um corte de meio ponto percentual no começo do mês. |
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