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Rússia e Geórgia se reúnem pela 1ª vez desde confronto | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Representantes dos governos da Rússia e da Geórgia iniciaram conversações face a face na manhã desta quarta-feira em Genebra, na Suíça, pela primeira vez desde o conflito de cinco dias em agosto por conta da Ossétia do Sul. As negociações, que estão sendo mediadas pela ONU, União Européia e Organização pela Segurança e Cooperação Européia (OSCE), têm como objetivo encorajar o retorno à estabilidade e segurança na região. Em agosto passado, a Rússia enviou tropas à Ossétia do Sul para expulsar forças da Geórgia que tentavam recuperar o controle sobre a região separatista. Depois do conflito, Moscou reconheceu a independência da região e da Abecásia – outra região rebelde da Geórgia – provocando críticas de Tbilisi e de líderes ocidentais. A Geórgia, que cortou laços diplomáticos com a Rússia, afirma que as duas regiões são parte integral de seu território, exigindo a retirada imediata de todas as tropas russa. Por conta das dificuldades diplomáticas, a agenda do encontro é modesta e prevê apenas a discussão sobre formas de ajudar as pessoas deslocadas pelo conflito e de diminuir a tensão na região. Retirada Na semana passada, as tropas russas deixaram as zonas de segurança estabelecidas por Moscou em torno das regiões rebeldes, cumprindo o acordo de cessar-fogo negociado pelo presidente francês Nicolas Sarkozy. Mas o governo russo já declarou que pretende manter cerca de 8.000 soldados na Abecásia e na Ossétia do Sul. As diferenças fundamentais sobre o status dos territórios da Ossétia do Sul e da Abecásia, no entanto, podem dificultar as negociações. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, já advertiu que apenas este encontro não deve trazer nenhuma solução rápida. “A discussão internacional que começa nesta quarta-feira é apenas um começo. Ela não deve ser vista como o fim”, disse ele na cidade suíça, na terça-feira. “Ela pode levar tempo, então, precisamos ter alguma paciência.” Alexander Stubb, atual presidente da OSCE, disse: “Nós sabemos que este é um longo processo, estamos levando a coisa devagar, passo a passo.” |
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