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Abbas: Com posições de Olmert paz é possivel em dois dias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente palestino Mahmoud Abbas disse que "é possível alcançar a paz com Israel dentro de dois dias", caso o sucessor do primeiro-ministro Ehud Olmert adote a posição manifestada recentemente pelo premiê israelense de que é necessário Israel se retirar dos territórios ocupados para que haja paz com os palestinos. Em uma longa entrevista para o maior jornal de Israel, o Yediot Ahronot, Olmert disse que para fazer a paz com os palestinos e com a Síria, Israel deve se retirar de praticamente todos os territórios ocupados durante a guerra de 1967. Em um encontro com líderes muçulmanos, na noite da quarta-feira, para comemorar a festa de Id El Fiter que marca o fim do mês do Ramadã, o presidente palestino Mahmoud Abbas comentou as declarações do premiê israelense e afirmou que “são essas as palavras que vão nos levar à paz e seria melhor se tivessem sido ditas no começo”. Olmert fez as declarações, consideradas históricas, depois de ter renunciado ao cargo de primeiro-ministro, em decorrência de acusações de corrupção. Depois que sua sucessora na liderança do partido Kadima, a ministra do Exterior Tzipi Livni, formar uma nova coalizão governamental, Olmert deverá deixar o cargo. “Esperamos que as declarações de Olmert sobre Jerusalém, a Cisjordânia e a região do Golã sejam deixadas como ‘depósito’ para o próximo governo israelense”, disse Abbas. “Se trata de um precedente em que um primeiro-ministro de Israel menciona a retirada de toda a Cisjordânia, toda a região do Golã e de Jerusalém ocupada, que passa a reconhecer como capital do Estado Palestino”, afirmou o presidente palestino. O presidente Abbas também lembrou a iniciativa dos países árabes e disse que “se houver paz entre Israel e os palestinos, todos os países árabes e muçulmanos terão relações normais com Israel”. Em uma entrevista publicada em seis páginas no jornal Yediot Ahronot, às vésperas do ano novo judaico, o primeiro-ministro Olmert admitiu ter errado em sua visão do conflito, durante mais de 30 anos, nos quais se opôs à retirada israelense dos territórios ocupados. “Mais uma colina, mais cem metros, não é isso que vai influenciar a segurança de Israel”, disse Olmert. “Hoje temos meios para impedir ataques de tanques sírios sem ocupar nem um metro da Síria”, afirmou. Olmert acrescentou que Israel “deve chegar a um acordo com os palestinos e para isso devemos nos retirar de quase todos os territórios... inclusive de Jerusalém”. “Quem realmente quer segurança em Jerusalém tem que abrir mão de partes da cidade”. “Eu fui o primeiro que defendeu a implementação da soberania israelense em toda a área de Jerusalém, admito, não venho justificar o que fiz durante 35 anos, em grande parte desse período eu não estava pronto para olhar para a realidade em toda a sua profundidade”, declarou Olmert. Olmert também afirmou que uma “certa porcentagem do território deverá ficar nas mãos de Israel mas em troca o país deverá entregar aos palestinos porcentagens semelhantes de seu território, sem isso não haverá paz”. “A força de Israel é grande”, disse Olmert, “é suficiente para que possamos enfrentar qualquer ameaça e agora devemos tentar ver como podemos utilizar essa força para construir a paz e não para ganhar a guerra”. Avshalom Vilan, deputado do partido Meretz, disse à radio estatal de Israel que não ficou surpreso com as posições sem precedentes que Olmert defendeu na entrevista. “Há um ano Olmert reuniu os deputados do nosso partido e disse exatamente as mesmas coisas”, afirmou Vilan, “mas pediu que não as divulgássemos para não prejudicar as negociações com os palestinos”. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Israel precisa se retirar de áreas ocupadas, diz Olmert29 setembro, 2008 | BBC Report Ataque com carro-bomba mata 17 na Síria27 setembro, 2008 | BBC Report Israel 'pediu sinal verde aos EUA para atacar Irã', diz jornal26 setembro, 2008 | BBC Report Ação do Quarteto no Oriente Médio 'é um fracasso', dizem ONGs 25 setembro, 2008 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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