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Israel 'pediu sinal verde aos EUA para atacar Irã', diz jornal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma reportagem do jornal britânico The Guardian afirma nesta sexta-feira que Israel pediu aos Estados Unidos "sinal verde" para bombardear o Irã – mas foi desencorajado pelo presidente americano, George W. Bush. A reportagem, que credita a informação a fontes que trabalham para chefes de Estado europeus, sustenta que o tema foi assunto de uma reunião a portas fechadas entre Bush e o ex-primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, em maio. Um porta-voz de Olmert disse ao jornal que Israel prefere uma saída diplomática para a questão iraniana, e que as fontes atribuíram ao ex-premiê "palavras que não foram ditas em nenhuma reunião de trabalho com visitantes estrangeiros". Os Estados Unidos evitaram comentar a reunião entre Olmert e Bush, acrescentando que priorizam a via diplomática. Segundo o Guardian, o ataque seria direcionado às instalações nucleares iranianas, que Israel encara como uma ameaça. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, já defendeu que o Estado judeu seja "riscado do mapa". Mas o Irã afirma que seu programa nuclear tem fim civil. Bush teria dissuadido Olmert de realizar o ataque afirmando que o incidente teria grande possibilidade de escalar para uma guerra total, diz a reportagem. Além disso, acrescenta o jornal, Bush teria lembrado que um ataque do aliado ao país islâmico possivelmente geraria retaliações a pessoal e instalações americanas ao redor do mundo – inclusive porque, para chegar ao Irã, a aviação israelense teria de sobrevoar o Iraque com o aval americano. "A recusa de Bush em apoiar um ataque, e a forte sugestão de que não mudaria de idéia, pode pôr fim a especulações de que Washington estaria preparando uma 'surpresa de outubro' antes das eleições presidenciais americanas (de novembro)", escreve o repórter Jonathan Steele. A reportagem lembrou que Olmert já havia considerado "insuficientes" as sanções contra o regime iraniano. A opinião seria compartilhada pelo seu vice, Shaul Mofaz. Porém, na semana passada, Mofaz perdeu a votação para se tornar primeiro-ministro de seu país. "Tzipi Livni, que venceu, tem uma posição menos linha-dura (sobre o Irã)", afirma o Guardian. Mas o jornal deixa aberta a possibilidade de que um novo governo na Casa Branca e em Israel possa reviver a idéia. |
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