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Atualizado às: 29 de setembro, 2008 - 00h04 GMT (21h04 Brasília)
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Chávez anuncia cooperação nuclear com a Rússia

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez
Venezuela vai desenvolver reator com fins pacíficos, diz Chávez
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou neste domingo que seu país vai desenvolver um reator nuclear com fins pacíficos em cooperação com a Rússia.

“Na Venezuela estamos interessados em desenvolver energia nuclear, para fins pacíficos, com objetivos médicos e de produção de eletricidade”, afirmou Chávez, logo após retornar de um roteiro internacional que incluiu uma visita a Moscou.

“O Brasil tem vários reatores nucleares e a Argentina também. Nós também teremos os nossos”, disse.

Chávez disse que a Venezuela chegou a ter um reator nuclear no passado, que teve de ser desativado por causa de "pressões recebidas pelo governo dos Estados Unidos'.

O anúncio ocorre em meio ao agravamento da crise diplomática entre Caracas e Washington.

Há duas semanas, Chávez ordenou a expulsão do embaixador americano de Caracas "em apoio à Bolívia" (que também expulsou o representante dos Estados Unidos) e recebeu uma idêntica resposta por parte da Casa Branca.

Ajuda

Na semana passada, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, adiantou o anúncio de que seu país ajudaria a Venezuela no desenvolvimento de energia nuclear.

"Estamos todos prontos para operar na esfera da energia atômica pacífica", disse Putin, em Moscou, durante a visita de Chávez.

De acordo com o líder venezuelano, uma comissão já está trabalhando no convênio. No entanto, Chávez não detalhou quando o reator estaria pronto, nem sua localização no território venezuelano.

Nos últimos anos, Venezuela e Rússia têm estreitado relações, principalmente na área de cooperação militar.

No encontro com Chávez, Putin ofereceu um empréstimo de US$ 1 bilhão para que a Venezuela comprasse equipamento militar.

Na semana passada, navios de guerra da Rússia começaram a se deslocar para a Venezuela para um exercício conjunto das Marinhas dos dois países que será realizado em novembro.

A presença militar russa no Caribe, a primeira desde o fim da Guerra Fria, foi vista como uma resposta de Moscou à presença da frota naval norte-americana no mar Negro, na fronteira sul da Rússia, durante o conflito na região do Cáucaso.

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