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EUA congelam bens de altos funcionários da Venezuela | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos impuseram sanções a dois altos funcionários venezuelanos no país, acusando-os de manter vínculos com rebeldes colombianos envolvidos com tráfico de drogas. O congelamento dos bens de Hugo Armando Carvajal Barrios e de Henry de Jesus Rangel Silva representa uma escalada na tensão entre os Estados Unidos, de um lado, e Bolívia e Venezuela, de outro. O Departamento de Estado americano soltou uma nota classificando de persona non grata o embaixador venezuelano em sua capital - que foi posteriormente expulso. Na quarta-feira, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, havia seguido a decisão do governo da Bolívia e ordenado a expulsão do embaixador dos Estados Unidos de seu país. Além disso, ele ameaçara suspender as vendas de petróleo para os americanos, o que, segundo ele, pressionaria ainda mais os preços da commodity no mercado internacional. Chávez e Morales acusam os Estados Unidos de fomentar as manifestações contra o líder indígena. Morales enfrenta há três dias uma das piores crises de seu governo, com uma escalada da violência realizada por grupos separatistas opositores, considerados a elite boliviana. A morte de oito pessoas em confrontos no departamento (Estado) de Pando, na quinta-feira, despertaram em diferentes setores o temor de que ocorra uma guerra civil na Bolívia. Interlocutores bolivianos afirmaram à BBC Brasil que os chanceleres do Brasil, da Argentina e da Colômbia teriam se oferecido para viajar a La Paz e participar das negociações na Bolívia. No entanto, o presidente boliviano Evo Morales teria declinado da oferta por considerar a situação "interna". Tom elevado Chávez disse que tomava a decisão de expulsar o embaixador americano em apoio ao governo de Evo Morales, um de seus principais aliados na América do Sul. "Para que a Bolívia saiba que não está sozinha. Tem 72 horas, a partir deste momento, o embaixador ianque em Caracas para sair da Venezuela, em solidariedade à Bolívia e ao povo da Bolívia", afirmou Chávez em um ato de campanha política no Estado de Carabobo. "Já basta de tanta merda de vocês (...) aqui há um povo digno, ianques de merda", disse Chávez. No início do mês, Chávez já havia ameaçado expulsar o embaixador americano por criticar a política de combate ao narcotráfico do governo venezuelano. ''(Há) milhões de nós dispostos a brigar pela Bolívia", acrescentou diante de milhares de simpatizantes que o ovacionavam com o coro: "Assim, assim, assim que se governa". Mais cedo, Chávez ameaçou intervir na Bolívia e apoiar um movimento armado boliviano para "restituir o governo" caso a oposição derrube Morales ou "tente matar" o mandatário boliviano. |
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